Descubra como a Bolsa de Chicago reage com altas na soja, milho e trigo, impulsionadas pela demanda e cenário de mercado.
Bolsa de Chicago: soja, milho e trigo reagem com altas impulsionadas por demanda e cenário de mercado

Após um período de preços mais baixos na bolsa de Chicago, a soja registrou uma forte reação nesta quarta-feira (2/7), impulsionada por notícias que indicam aumento na demanda pelo grão dos EUA. Os futuros com entrega para agosto encerraram a sessão em alta de 2,31%, com o valor de US$ 10,5350 o bushel.
A valorização da soja se deu com a aprovação de um projeto nos EUA que fornece créditos tributários para a produção de biocombustíveis, o que tende a elevar a demanda por óleo de soja americano. Com o mercado se antecipando a essa possibilidade, o produto subiu mais de 2% na bolsa, puxando a alta do grão.
Além da demanda por óleo de soja, rumores de que a China pode retomar a compra de produtos agrícolas dos americanos também contribuem para o otimismo. Roberto Carlos Rafael, sócio-proprietário da Germinar Agronegócios, afirma que essas negociações devem beneficiar os EUA, já que a China não havia comprado soja e milho deles neste ano. Luiz Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, sugere que Donald Trump e os produtores americanos devem ter sentido o impacto dessa falta de compras. Por fim, a alta da soja também foi impulsionada por ajustes técnicos, já que uma recompra dos contratos era esperada após a recente queda expressiva dos preços.
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Milho e Trigo Também Avançam
O milho também avançou na sessão. Os contratos com entrega para setembro subiram 2,96%, cotados a US$ 4,18 o bushel. Os preços tentam se afastar de um quadro de baixa na bolsa, que é impulsionado pelas boas condições de safra nos EUA e pelo avanço da colheita da safrinha no Brasil.
O trigo estendeu o movimento de alta na bolsa de Chicago, impactado principalmente por fatores técnicos e arrastado pela valorização da soja e do milho. Os lotes para setembro subiram 2,73%, para US$ 5,64 o bushel.





















