Empresa defende-se de acusações do Greenpeace.
Bayer nega que milho resistente a agrotóxico cause danos à saúde
Redação (23/11/06) – A empresa alemã Bayer CropScience negou que as sementes do milho transgênico LibertyLink, desenvolvidas para serem mais resistentes a agrotóxico, possam causar danos à saúde humana ou ao meio ambiente. A organização ambientalista Greenpeace realizou um ato nessa terça, em frente à empresa, pedindo que o milho transgênico não seja liberado. Como ele é feito para ser resistente a um herbicida fabricado pela Bayer, o temor do Greenpeace é que o excesso de agrotóxico contamine o ambiente ou os consumidores do produto.
Em nota divulgada à imprensa no final da tarde, a empresa alemã afirma que o herbicida, em 20 anos de uso, nunca registrou danos à saúde humana ou ao meio ambiente.
Todas as avaliações de risco mostraram que o produto é seguro aos trabalhadores que aplicam o herbicida, aos consumidores e ao ambiente diz a nota.
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O agrotóxico da Bayer é feito à base de glufosinato de amônio. Segundo o Greenpeace, a Autoridade Européia para Segurança Alimentar fez testes apontando que alta dosagem de glufosinato tem efeitos negativos sobre a fertilidade feminina. Na União Européia, onde fica a sede da Bayer, o milho LibertyLink é proibido, segundo a organização.
O gerente de tecnologia da área de BioScience da empresa, André Abreu, considera que a diferença entre o milho tradicional e o milho modificado geneticamente só ocorre para o agricultor, não para o consumidor.
É um milho saudável e saboroso como qualquer outro milho que chega à mesa disse e completou:
O diferencial dele é que permite ao agricultor, ao invés de utilizar uma série de produtos químicos antigos para limpar o mato da lavoura, usar um produto moderno e que é biodegradável acrescenta.
Segundo ele, o milho transgênico tem importância ambiental porque não deixa resíduo no solo e social porque essa tecnologia simplifica o trabalho do agricultor.





















