Apesar da suspensão temporária, a França pode voltar a cultivar o milho Bt em breve.
Transgênicos crescem 21% na União Européia e compensam suspensão na França
Redação (01/10/2008) – A área plantada com sementes transgênicas nos sete países da União Européia que adotaram essa tecnologia em 2008 cresceu 21% em relação ao ano anterior, praticamente compensando a suspensão temporária do plantio na França. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira, 29, pela Associação Européia das Indústrias de Biotecnologia (EuropaBio).
Espanha, República Checa, Romênia, Portugal, Alemanha, Eslováquia e Polônia cultivaram juntos 107,7 mil hectares da única variedade transgênica liberada no bloco europeu, um tipo de milho resistente a insetos (Bt). Em 2007, esses sete países haviam plantado 88,9 mil hectares com o milho aprovado na União Européia. “O crescimento do plantio nesses países mostra que o interesse do agricultor europeu em utilizar sementes transgênicas continua aumentando, devido aos benefícios diretos que essa tecnologia traz ao produtor", ressalta Alda Lerayer, Diretora-Executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).
No ano passado, a área total do bloco europeu com o milho Bt atingia 110 mil hectares, contando os 21,1 mil hectares plantados pela França. No último mês de maio, o governo do país decidiu contrariar a diretiva da União Européia – que aprovou cientificamente a variedade – e proibir o plantio do milho Bt em seu território. A questão ainda será julgada pela Comissão Européia.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de ovos de Minas Gerais crescem 15% e ampliam presença em mercados internacionais
- •Programa Brasil Mais Produtivo impulsiona suinocultura no RJ com ganhos de gestão e eficiência
- •Suinocultura ganha espaço na Páscoa com alta do bacalhau e mudança no consumo de proteínas no Brasil
- •Avicultura na Síria enfrenta alta de preços, doenças e custos elevados de ração em meio a tensões no Oriente Médio
Apesar da suspensão temporária, a França pode voltar a cultivar o milho Bt em breve. Um país integrante da comunidade não pode ir contra a aprovação dada pela Comissão Européia, a menos que haja alguma alegação de segurança da variedade – o que não há nem neste caso, nem em relação a nenhuma outra variedade plantada no mundo.
A EuropaBio usou como base números dos governos de cada país, com exceção da Polônia, em que não havia estimativa oficial de plantio e foi usada a previsão da associação local de produtores de milho.





















