Greve dos produtores da Argentina é o principal motivos pela alta dos preços. Quanto mais perdurar a greve, maior será a demanda pelo grão brasileiro e americano.
Soja dispara em Chicago
Redação (25/03/2009) – Os preços da soja subiram pela sétima sessão consecutiva, período mais longo desde 2007 em meio às especulações de que aumentará a demanda pela produção americana já que a paralisação de ruralistas afeta as exportações da Argentina. Os preços do milho caíram.
Produtores agrícolas argentinos, terceiro maior exportador mundial de soja, entraram ontem no quarto dia de uma greve nacional planejada para durar uma semana, bloqueando rodovias e interrompendo o envio de grãos e carne bovina em protesto contra os impostos de exportação. Os carregamentos de grãos para os portos do rio Paraná caíram 80% na desde sexta-feira para 764 caminhões, segundo dados da junta comercial de Rosário.
"Compradores estrangeiros suspeitam que a Argentina não será capaz de exportar e isto implica em maior volume de negócios para a soja e milho americanos", defendeu Jerry Gidel, analista de mercado da North American Risk Management Services em Chicago. "Nós já constatamos uma mudança em direção à soja produzida nos EUA e o mesmo deve acontecer com o milho".
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Flávio França Júnior, da Safras&Mercado, acredita que a forte alta durante o pregão de ontem se deve à decisão de investidores de realizar ganhos. Ele também acredita que a alta das cotações está se acentuando por causa da paralisação das cargas nas estradas argentinas e a dificuldade para realizar os embarques do grão nos portos argentinos.
A greve deve ser encerrada dia 27, mas a resistência do governo da Argentina em atender as reivindicações dos produtores agrícolas poderá dificultar a retomada das nego-ciações. Para mercados como o do Brasil e dos Estados Unidos estão sendo beneficiados pelos movimento. Quanto mais perdurar a greve maior será a demanda pelo grão brasileiro e americano.
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