Porém, pressão por queda de preços ainda é evidente do lado comprador.
Mercado interno do milho estável
Redação (07/04/2009)- Nos últimos trinta dias o contrato de maio de 2009 na BM&F conseguiu uma modesta recuperação de R$ 1 a saca , negociado nesta segunda-feira ao redor de R$ 22,30 a saca (Campinas/SP). Apesar de um baixo fluxo de exportações no Brasil durante o último mês de março, os negócios a futuro na Bolsa brasileira permanecem referenciando a remuneração no porto. Neste momento supõe-se uma paridade possível no porto ao redor de R$ 22,65 a saca FOB para maio de 2009, o que tecnicamente vai servindo como um importante suporte ao mercado interno. Mas a pressão por queda de preços ainda é evidente do lado comprador. Em Goiás a referência ao grão posto indústria recuou nos últimos dias a cerca de R$ 16,50 a saca (CIF), equivalendo a mínimas ao redor de R$ 15 a saca ao produtor. De qualquer maneira, o panorama é de estabilidade, até mesmo porque os valores no mercado interno já se encontram bem abaixo de sua relação histórica com o mercado norte-americano e até mesmo em relação aos preços praticados para a soja.
As excelentes condições climáticas para a safrinha em boa parte da região Centro-Sul colaboram para a pressão negativa, além da presente crise econômica no setor industrial brasileiro. Face às boas condições para a safrinha, o contrato de setembro de 2009 na BM&F acumulou uma recuperação de 2,7% nos últimos trinta dias, contra 4,4% absorvida pelo contrato de maio de 2009. Ainda assim, os contratos de setembro e novembro de 2009 na BM&F mantêm ágios sobre os vencimentos de curto prazo, no mínimo reafirmando a tendência de que os atuais preços nas regiões produtoras já estão no “fundo do poço”, se comparados com a paridade externa negociada para o decorrer do ano. Com a estimativa de uma área de milho novamente menor neste ano nos EUA, similares ágios são negociados ao grão em Chicago, ao contrário, por exemplo, do ocorrido para a soja. Ainda assim, mesmo que a paridade externa mantenha-se firme, a recuperação dos preços domésticos perante uma boa safrinha no segundo semestre dependerá, sobretudo, de bons volumes em exportação nos próximos meses, o que vai depender do ritmo da demanda externa.
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