El Niño deve trazer chuvas para o Sul do Brasil, diminuindo estiagens. Segundo especialista, com o fenômeno, País colhe maiores safras.
El Niño influencia safra brasileira

De acordo com o sócio-diretor da Southern Marine Services (Somar) Meterorologia, Paulo Etchichury, está confirmado um novo episódio do fenômeno El Niño, já em processo de formação e que estará totalmente configurado no verão. “As principais consequências são as chuvas em abundância para o Sul do Brasil, diminuindo os riscos das estiagens, que foi o grande problema das safras passadas. Para o Nordeste, que sofreu com as fortes chuvas entre fevereiro e maio, o problema estará associado com a estiagem em 2010. Portanto, ambas regiões viverão situações completamente diferentes comparadas com as que foram vistas neste ano.”
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a principal consequência do El Niño é o período seco (inverno) mais curto e redução no risco do atraso das chuvas na primavera. No entanto, como o El Niño ainda não está totalmente configurado, não se pode apostar numa regularização antecipada das chuvas, o que deve ocorrer de forma gradual entre o final de setembro e principalmente no decorrer de outubro.
A presença do fenômeno indica que na primavera e no verão as temperaturas devem ficar acima da média nas duas regiões, inclusive com ondas de calor. Mesmo com chuvas irregulares, de um modo geral as condições de clima favorecem o plantio das lavouras de milho, soja e de algodão. Além disso, combinado com o fato do inverno ter sido mais úmido, as chuvas da primavera também são favoráveis para a recuperação das pastagens, beneficiando assim a produção de carne e leite.
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Etchichury lembra que em anos de El Niño o Brasil normalmente colhe as suas maiores safras. “No entanto, como todo fenômeno meteorológico de escala global, ele carrega consigo os riscos, que variam de região para região.” O último El Niño foi registrado no verão 2006/2007.





















