Avaliação é do próprio Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, que apontou a venda de 5,6 milhões de toneladas ao exterior.
Milho se destaca no ano e exportações ampliam 5,3% no Mato Grosso

O milho foi o destaque deste ano no setor agrícola estadual. A avaliação é do próprio Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, que apontou a venda de 5,6 milhões de toneladas ao exterior, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2010. No ano, também, não houve leilão para a liquidez do cereal.
Conforme o estudo, além do crescimento das vendas ao exterior, outro fator que fez o grão deixar de ser o “coadjuvante” no cenário agrícola foi o crescimento do valor pago pelo cereal, já que a tonelada esteve valendo, em média, R$ 269,10 enquanto no ano passado eram praticados R$ 181,38.
O principal período destaque da comercialização do milho com o mercado internacional foi identificado em agosto, quando o total embarcado atingiu 1,2 milhão e correspondeu a 40% a mais que agosto de 2010. Conforme o instituto, as marcas alcançadas reafirmaram a participação efetiva do Estado no mercado internacional do cereal.
Leia também no Agrimídia:
- •Suinocultura brasileira enfrenta alta nos custos de produção com milho e guerra no Oriente Médio, apesar da estabilidade nos preços
- •Conflito no Oriente Médio interrompe cadeias de suprimento e pressiona exportações de frango no mundo
- •Suinocultura global: alta dos grãos eleva custo da ração na China e aprofunda crise de rentabilidade
- •Smithfield supera expectativas com alta demanda por carnes embaladas nos EUA
Apesar dos números positivos, o instituto destaca que o segundo semestre teve o cenário alterado. Os preços diminuíram levemente, devido à baixa liquidez do milho, apresentando um mercado com poucas compras e vendas do produto. O contexto atual do grão é de indefinição.
No último mês, o preço médio do milho mato-grossense caiu 22,5% com relação a janeiro deste ano, ficando cotado a R$ 15,70/sc. Mesmo com essa situação hesitante, o preço do milho aumentou 54,2% com relação à média de preços do ano passado.
Para a próxima safra, a estimativa é que a área plantada atinja 2,2 milhões de hectares e, a produção alcance 9,8 milhões, 40,2% a mais do que a safra 2010/11.





















