Banco do Brasil é autorizado a atuar no varejo nos Estados Unidos e poderá instalar agência em território americano.
BB nos EUA

O Banco do Brasil (BB) recebeu ontem a autorização do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, para atuar como banco de varejo no mercado local. Em carta de duas páginas, o BC americano concedeu o status de instituição financeira reconhecida pelo Fed, chamado de “Financial Holding Company”(FHC), igualando o BB aos bancos daquele país.
A partir de agora, o Banco do Brasil poderá instalar agência em território americano, abrir contas correntes para residentes, além de oferecer produtos e serviços como cartões de créditos e empréstimos. O status amplia ainda a atuação no mercado de capitais, ao permitir que o BB coordene ofertas primárias de títulos. Permite, também, a compra de instituições locais.
“Esse status é muito importante porque permite uma atuação muito mais ampla no mercado americano. Podemos criar um banco de varejo ou mesmo comprar um banco local”, afirma Allan Simões Toledo, vice-presidente de Atacado do Banco do Brasil.
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A autorização é estratégica também, completa Toledo, para”fortalecer a atuação junto a grandes empresas e aumentar as operação de mercado de capitais, ampliando o leque de produtos e serviços”, diz.
No documento, a autoridade americana reconhece o Banco do Brasil com uma instituição”bem capitalizada”e”bem administrada”. O Fed ressalta também a importância da regulação financeira aplicada no Brasil.”O Banco Central do Brasil exerce supervisão abrangente e consolidada”, diz o texto da carta enviada ao banco ontem.
Itaú Unibanco e Bradesco já possuem o status de FHC há alguns anos. O Banco do Brasil aguardava essa aprovação há cerca de um ano e passa a ser um dos únicos bancos de controle estatal que possuem esse status.
O Banco do Brasil está de olho nos mais de 1,4 milhão de brasileiros que moram nos Estados Unidos, maior comunidade no exterior, e hoje são atendidos por bancos americanos de forma incompleta. A previsão inicial é de que são necessárias 15 agências para atender essa demanda. Essas agências serão abertas de forma gradual ou por meio de aquisições.
“Hoje existem 700 bancos à venda nos Estados Unidos. São bancos regionais, com poucas agências. Mas vamos olhar bancos que estejam dentro da estratégia de atendimento da comunidade de brasileiros”, diz Toledo, basicamente Nova York, Boston, New Jersey e Flórida.
A estratégia é semelhante ao que foi feito no Japão, onde o Banco do Brasil possui sete agências e atende quase um terço dos brasileiros (são 140 mil correntista, sendo 15% de sul-americanos).
O Banco do Brasil já possui duas agências nos Estados Unidos, uma em Nova York, para o atendimento de grandes empresas, e uma em Miami, de”private banking”para não residentes. O BB tem ainda um escritório em Washington e uma”security house”em Nova York, além da empresa de transferência de recursos, a BB Money Tranfers.
O banco também está com uma política de expansão na América Latina, com conversas com o Banco Patagônia, da Argentina, e com instituições de outros países sul-americanos, disse Toledo. No Brasil, depois da compra da Nossa Caixa, do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e de metade do Votorantim, o foco voltou a ser no crescimento orgânico.





















