Os argentinos dizem que os Estados Unidos impedem a importação de carne, alegando que a região da Patagônia está afetada pela febre aftosa.
Governo da Argentina entra com representação na OMC contra EUA

Pouco após a Organização Mundial do Comércio (OMC) informar que Estados Unidos e Japão entraram com uma representação contra a Argentina por restringir importações, a chancelaria argentina anunciou que apresentou uma denúncia contra o governo norte-americano, afirmando que ele viola as normas da OMC quanto à importação de carnes e frutas cítricas.
Os argentinos dizem que os Estados Unidos impedem a importação de carne, alegando que a região da Patagônia está afetada pela febre aftosa. O governo da Argentina informa que o local não apresenta a doença desde 2003. “O fechamento injustificado do mercado norte-americano a carnes gerou perdas diretas em termos de oportunidades comerciais em várias centenas de milhões de dólares. E também gera um efeito indireto negativo em outros mercados, como é o caso do Canadá, que toma o mercado dos Estados Unidos como referência importante”, diz nota da chancelaria.
Quanto às frutas cítricas, a Argentina explica que um juiz dos Estados Unidos reinstalou uma proibição de importação de limões, que tinha caído em 2000. “Na atualidade, os limões argentinos são vítimas de uma barreira comercial judicial”, afirmou.
De acordo com as regras da OMC, a representação dará as partes uma oportunidade de discutir a questão para encontrar uma solução, sem a necessidade de litígio. Após 60 dias, se não houver resolução, a Argentina poderá entrar com um pedido de ajuizamento por parte de um painel da OMC.





















