A indústria avícola local exporta apenas cerca de 1,5% da sua produção, principalmente para os países vizinhos.
Governo sul-africano vai ajudar setor avícola local a exportar mais

O setor avícola da África do Sul vai obter assistência governamental para entrar em novos mercados de exportação e tornar-se mais competitivo, de acordo com o jornal sul-africano Business Day.
A indústria avícola local exporta apenas cerca de 1,5% da sua produção, principalmente para os países vizinhos.
Os produtores sul-africanos se beneficiaram em 2013 de proteção tarifária contra importações do Brasil, que foi o maior fornecedor externo de carne de frango para aquele país em 2012, mas foi acusado de dumping por fornecer um produto abaixo do custo nos últimos anos no mercado sul-africano. O setor também apresentou um pedido de proteção contra o frango da Europa.
Leia também no Agrimídia:
- •Mauricéa Alimentos exporta para 35 países e alcança capacidade de 420 mil frangos/dia
- •Exportação de farinha de vísceras de aves amplia presença do Brasil no mercado chinês
- •Réplicas virtuais permitem simular decisões e reduzir riscos na produção de frangos de corte
- •Influenza Aviária avança em Indiana e amplia perdas na avicultura dos EUA
Em discurso na conferência anual do setor avícola AVI África, Imameleng Mothebe, diretor de desenvolvimento industrial do Departamento de Comércio e Indústria da África do Sul, disse que a área de foco inicial para as oportunidades de exportação foi o Oriente Médio. O departamento estava trabalhando em um plano de ação de cinco anos que iria atacar “a capacidade de exportar nossos produtos, especialmente em termos de questões de saúde e relacionados com a segurança”.
Mothebe disse que os regulamentos necessários para cada mercado-alvo de exportação estavam sendo avaliados. “Negociações estão em curso com os nossos representantes em vários países do Oriente Médio para nos ajudar a responder às questões em torno da aceitação de nossos padrões e certificações”, adicionou.
Outros mercados-alvo incluem Angola, que importa grande parte de sua carne de frango do Brasil e pode ser um mercado para produtos avícolas de nicho.
“Queremos garantir que, pelo menos a curto e médio prazo, nós estamos em uma posição para abrir um ou dois mercados”, disse Mothebe ao jornal. O departamento também queria garantir que “o setor está preparado para assumir essas oportunidades”.
No longo prazo, o Departamento de Comércio e Indústria tem o objetivo de abrir outras oportunidades de exportação, em países como Iraque, Venezuela, Gana e Japão.





















