Hungria mobiliza soldados e adota medidas mais fortes contra Febre Aftosa

A Hungria mobilizou soldados e implementou novas medidas de desinfecção para conter um surto de febre aftosa que afeta uma área noroeste do país, na fronteira com a Eslováquia e a Áustria, conforme anunciado pelo Ministro da Agricultura na quarta-feira.
O país registrou seu primeiro caso da doença em mais de 50 anos em uma fazenda de gado no início de março, o que geralmente acarreta restrições comerciais. Desde então, a vizinha Eslováquia detectou surtos em cinco locais, também intensificando as medidas de controle.
O ministro da Agricultura húngaro, Istvan Nagy, informou que mais duas fazendas no condado de Gyor-Moson-Sopron confirmaram a presença da doença na manhã de quarta-feira, elevando o total de gado afetado para 3.500 cabeças.
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“Estamos fazendo todos os esforços para evitar novos surtos”, afirmou Nagy em um vídeo divulgado no Facebook.
O Ministério da Defesa não forneceu informações imediatas sobre o número de soldados envolvidos nos esforços de contenção.
De acordo com o Escritório Nacional de Segurança da Cadeia Alimentar da Hungria, a febre aftosa afetou um total de quatro fazendas no noroeste do país, enquanto as verificações em mais de 600 outras fazendas apresentaram resultados negativos.
Nagy comunicou que as autoridades húngaras implementaram medidas adicionais, incluindo pontos de desinfecção em cruzamentos de fronteira e saídas de rodovias no noroeste, para impedir a propagação da doença para fora do condado afetado.
A febre aftosa não representa um risco para a saúde humana, mas causa febre e bolhas na boca em animais ruminantes de casco fendido, como gado, porcos, ovelhas e cabras.




















