Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Mercado

Carne suína ganha competitividade frente à bovina e atinge melhor nível em quatro anos

Queda nos preços da carne suína em março, aliada à alta da bovina, amplia diferença entre proteínas e favorece consumo do suíno no mercado interno

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Carne suína ganha competitividade frente à bovina e atinge melhor nível em quatro anos

A competitividade da carne suína frente à bovina atingiu, em março de 2026, o maior nível dos últimos quatro anos, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (9). O movimento foi impulsionado pela queda nos preços do suíno e pela valorização da carne bovina no período.

De acordo com o levantamento, a carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo registrou média de R$ 10,06/kg em março, representando uma retração de 2,8% em relação a fevereiro. A desvalorização está diretamente ligada à menor liquidez no mercado, tanto para o animal vivo quanto para a carne, cenário típico do período da Quaresma, que se encerrou no início de abril.

Em contrapartida, a carne bovina apresentou movimento oposto. A carcaça casada bovina teve valorização de 2,6% no mesmo período, alcançando média de R$ 24,32/kg em março. Segundo o Cepea, esse avanço foi sustentado pela oferta restrita de animais prontos para abate e pela demanda internacional aquecida pela carne brasileira.

Diferença de preços atinge maior nível desde 2022

Com comportamentos distintos entre as proteínas, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26/kg em março, alta de 6,8% frente a fevereiro. Esse é o maior patamar desde abril de 2022, quando a diferença havia sido de R$ 14,66/kg.

Na prática, esse cenário torna a carne suína mais atrativa para o consumidor, especialmente em períodos de pressão sobre o orçamento das famílias, podendo estimular o consumo doméstico nos próximos meses.

Mercado de suínos ainda sente reflexos da Quaresma

A retração nos preços do suíno em março reflete um período sazonalmente mais fraco para a proteína, com redução no consumo devido à tradição religiosa da Quaresma. Esse fator impacta diretamente a liquidez, reduzindo o ritmo de negociações tanto no mercado físico quanto no atacado.

Com o fim desse período no início de abril, a expectativa do setor é de retomada gradual da demanda, o que pode contribuir para maior sustentação dos preços nas próximas semanas.

Referências recentes de mercado

Levantamentos regionais mais recentes ajudam a contextualizar o comportamento das cotações no início de abril:

  • São Paulo (APCS – 07/04):
    Suíno vivo a R$ 6,51/kg e carcaça entre R$ 9,50 e R$ 10,30/kg
  • Mato Grosso (Acrismat – 02/04):
    Suíno vivo a R$ 6,20/kg e preço da matriz em R$ 4,34/kg
  • Minas Gerais (Asemg – ref. março):
    Suíno vivo a R$ 6,80/kg e preço da matriz em R$ 4,76/kg

Os dados reforçam que, apesar da pressão observada em março, o mercado apresenta variações regionais relevantes, com diferentes níveis de preço entre os principais estados produtores.

Perspectivas para o setor

A combinação entre oferta ajustada, retomada da demanda interna e cenário externo favorável pode dar suporte ao mercado de suínos no segundo trimestre. Além disso, a maior competitividade da proteína tende a favorecer seu espaço no consumo das famílias brasileiras.

Por outro lado, o setor segue atento aos custos de produção e à dinâmica das exportações, que continuam sendo fatores-chave para a formação de preços ao longo de 2026.

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