Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,34 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,01 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,95 / kg
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Suíno - Estadual MGR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,53 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,35 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 171,75 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,34 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,95 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.268,96 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,52 / cx
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Carne de Frango: aumenta a demanda mundial e a produção brasileira acompanha o crescimento

Uma análise feita por José Carlos Teixeira da Silva, consultor avícola.

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Redação AI 18/12/2001 – O mercado de carne de aves aumentou significativamente desde 1990, devido ao ingresso de vários países importadores, fazendo com que a produção aumentasse para atender a esses novos consumidores. O comércio internacional ganha cada vez mais importância no mercado de carne de aves. Os principais exportadores são: EUA, Brasil, China, Hong Kong e União Européia. Maiores compradores: China, Hong Kong, Rússia, Japão, Arábia Saudita e México.

A carne de frango representa mais de 90% do comércio de carne de aves no mundo. Todos os continentes produzem carne de aves, desde a granja até o processamento industrial. Segundo a FAO, nos últimos dez anos o rebanho mundial de aves aumentou cerca de 36% , enquanto as demais espécies tiveram um incremento mais modesto: bovinos:+3%; suínos +5%. O segmento avícola é um importante fornecedor de proteínas, contribuindo com 27% do consumo humano, porcentagem essa que era de 12% nos anos 60.

O expressivo aumento do consumo de carne aves está ligado aos preços mais baixos comparados às demais carnes, por não haver restrição religiosa ao consumo, pela diversidade de produtos e pelas suas características nutricionais. Essas vantagens são realçadas pela flexibilidade e relativa facilidade de produção (ciclo curto, intensiva). Com base nas recentes variações do consumo, a carne de aves aumentou seu potencial tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento.

Pode-se prever um incremento da demanda, nos próximos anos, como resultado do comércio internacional, que cresceu numa média de 4% ao ano, nos últimos cinco anos. Isto aumentou a demanda por carne de aves, que no ano de 2000 comercializou cerca de 10% da sua produção, contra 5% de dez anos atrás. No Brasil, neste ano , participação da exportação de carne de frango na produção âmbito nacional é prevista em 20%, sendo que no ano passado era de 14%. O volume exportado pelo Brasil em 2001 está estimado em 1,2 milhões de toneladas, um crescimento de +32,34% em relação a 2000. Para o ano vindouro, a quantidade prevista é de 1,365 milhões de toneladas (+13,75%), com uma receita de um US$ 1,3 bilhão, sendo que a maior parte será constituída por cortes, com maior valor agregado.

Mercados – A tendência de desenvolvimento da produção e comércio avícola tem origem na perspectiva da expansão da população mundial, a qual, conforme o INED era de 5,9 bilhões de habitantes em 1999, e está projetada para 8,054 bilhões em 2.025, representando um aumento adicional de consumidores, em regiões importantes como o Oriente Médio, (+2,2% ao ano, +5,5 milhões de pessoas por ano, e a Ásia +0,8% e +13 milhões de habitantes por ano. Países com baixo consumo de carne de aves terão o maior índice de crescimento demográfico, assim a demanda por carne de aves deverá ser maior no futuro. Isso, será sem dúvida um trunfo para as nações exportadoras, mesmo porque os maiores importadores não alcançarão a auto-suficiência na próxima década.

O mercado internacional avícola poderá chegar a 7 milhões de toneladas daqui a dez anos, isto é 25% maior do que atualmente. Embora a possibilidade de expansão seja favorável, os exportadores deverão enfrentar três fatores importantes: Os preços continuarão a pesar na participação de mercado. As disponibilidades de matérias-primas que entram na composição das rações. Por último, o tamanho do mercado interno que deverá comportar o escoamento da produção.

Brasil e Estados Unidos representam dois terços das exportações e poderão atingir três quartos em dez anos. A desvalorização do Real e do Bath tailandês teve forte impacto na participação do mercado. Hoje, a situação da economia americana pode contribuir para um dólar menos valorizado e favorecer os Estados Unidos e os países cujas transações acompanham aquela moeda.

O Brasil oferece uma ampla gama de produtos desde o frango inteiro para o Oriente Médio até os cortes e produtos industrializados para os exigentes mercados japonês e europeu. A previsão de aumento de participação no continente europeu tem fundamento por se constituir num valioso material para a industria de processamento a preços convenientes. No Oriente Médio, o Brasil continuará ampliando suas vendas, graças ao aumento da demanda e maior competitividade. Na Ásia, as possibilidades estarão na China, Tailândia e Coréia. A Rússia representa um potencial de vendas de grande importância.

Especialistas do setor analisam que para tirar proveito da oportunidades que se apresentam o Brasil que deverá produzir em 2001: 3,450 bilhões de aves (+6,02% sobre 2.000); correspondente a 6,7 milhões de toneladas de carne de frango(+12,10%); e terá um consumo per capita habitante ano/de 31,9 kg, fazendo prever para 2002 uma produção de 7,2 milhões de toneladas; exportações de 1,365 milhões de toneladas; 5,835 milhões de toneladas para o mercado interno e atingir um consumo per capita de 33,4 kg (4,7% maior do que o ano passado). Acredito que as circunstâncias favoráveis no cenário mundial deverão refletir no desempenho a atividade avícola brasileira, concorrendo para continuar para sua expansão e desenvolvimento.

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