Somente redes de supermercados de Campo Grande exigem 70 ton/mês do produto, embora produção seja de apenas 40 t/mês.
Frango caipira vira carne nobre
Ao mesmo tempo em que aumenta o espaço da carne de frango caipira no mercado consumidor, os produtores a maioria de assentamentos rurais têm grandes dificuldades em função da inexistência de uma legislação específica e a falta de infra-estrutura e de técnicas ecologicamente corretas que garantam uma produção com qualidade e que atenda exigências da legislação sanitária. O assunto foi tratado na última quinta-feira pelo Comitê da Cadeia Produtiva do Frango Caipira, durante reunião no auditório do Incra, em Campo Grande. Compareceram representantes de associações de produtores, órgãos públicos, universidades, como a UCDB, que desenvolve projetos com frango caipira, e empresas envolvidas no processo. A expectativa dos produtores é muito grande a partir de uma demanda crescente, da pouca oferta do produto e dos bons preços que começam a ser praticados em relação a esse produto. Existe, no entanto, uma série de problemas a serem superados para que seja possível comercializar o frango caipira em escala comercial. O técnico da Secretaria da Produção Benedito Lázaro, na sua intervenção durante a reunião, demonstrou preocupação quanto à necessidade de se ter uma legislação especial a partir da realidade de atendimento em grande escala comercial. Já Odilon Rosa de Matos, do Iagro, disse que não há o menor problema quanto à falta de legislação, pois os produtores podem produzir normalmente com o que existe em vigor em termos de legislação. Quanto à parte sanitária, disse que eles devem obedecer à risca às recomendações do Iagro, mesmo porque essa obediência é uma garantia para os produtores e o Iagro está aí para servi-los, nunca para atravancar os seus negócios, ressaltou. Depois de muito diálogo, ficou definido que os produtores deverão procurar se enquadrar na lei existente e passar a executar seus projetos de forma definitiva, pois as perspectivas são as melhores possíveis. Em Brasília, por exemplo, o processo está bem mais adiantado a partir de uma organização maior, tanto que a primeira remessa de 40 toneladas de frango caipira para o Afeganistão está fechada e deverá ocorrer ainda neste mês de novembro.Leia também no Agrimídia:


















