As novas medidas, criadas para prevenir e combater a influenza aviária e doença de Newcastle, também abrem caminho para eventuais proibições do trânsito interestadual de aves.
Governo define níveis de controle na avicultura
"Agora, temos uma estrutura para épocas de emergência sanitária", disse o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz. "É um sinal para os importadores da nossa carne de frango". As indústrias brasileiras detêm 40% do mercado mundial e exportam para 145 países. Neste ano, as vendas do setor devem gerar US$ 4,5 bilhões em divisas, segundo a União Brasileira da Avicultura (UBA).
Separados por grau de eficiência veterinária e auditados pelo ministério, os Estados foram classificados de acordo com o nível de preparo de seus serviços sanitários para reagir a um eventual foco de influenza ou Newcastle. O ministério avaliou a quantidade e localização de granjas e abatedouros, barreiras sanitárias nas divisas, adequação da legislação estadual e a existência de fundo de indenização para cobrir emergências.
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Apenas Santa Catarina obteve a classificação "B", o status sanitário mais elevado no país e que lhe garante o direito de solicitar ao ministério restrições ao ingresso de aves vivas dos demais Estados em seu território. Nenhuma unidade da federação atingiu o nível "A", o que confere a condição de livre circulação em todo o território nacional.
Outros 12 Estados do Centro-Sul (mais Bahia, Rondônia, Tocantins e Sergipe) foram classificados no nível intermediário "C". Nesse caso, a produção só poderá ser vendida para Estados cuja classificação seja equivalente ou inferior. Mas esses Estados poderão pedir ao ministério a restrição à entrada de aves vivas das unidades que obtiveram a nota "D". Nessa situação, estão Norte e Nordeste (mais Espírito Santo e Rio de Janeiro). Seus serviços sanitários precisam de estruturação e ações pontuais de vigilância.
Amazonas, Amapá, Acre, Alagoas, Maranhão e Roraima não aderiram ao programa. Eles não têm nenhuma classificação.
O plano de regionalização devia ter sido apresentado em janeiro de 2005, mas impedimentos jurídicos obrigaram o governo a rever as bases do programa para estabelecer as diferenças entre os níveis de fiscalização e controle em cada Estado.





















