Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,18 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,00 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,93 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.207,77 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 164,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 172,94 / cx
Comentário Avícola

Ambiência e verão

Os produtores precisam conhecer e identificar o índice de conforto das aves no galpão durante o verão. Ferramentas simples e gratuitas podem ser aplicadas para este controle. Por Valter Bampi.

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O verão chegou, pois pintos alojados desde agosto serão abatidos com temperaturas altas, porém ventilação mínima, também é utilizada com sucesso no inverno, sendo que o conceito que vou discorrer abaixo vale para as duas estações. O Núcleo de Pesquisa em Ambiência, da Esalq/USP, em Piracicaba (SP), desenvolveu uma nova metodologia para ajudar produtores e técnicos a identificar o índice de entalpia, ou seja, a combinação dos valores de temperatura e umidade que quantificam o calor presente no ambiente e o nível de conforto térmico dos frangos. Trata-se de um conjunto de tabelas com valores de temperatura e umidade relativa do ar mais encontrada dentro de um aviário, da primeira até a semana de abate do frango. As tabelas pressupõem leituras rápidas e diretas, mas são necessários equipamentos como termômetros, psicrômetros ou termohigrômetros. O diferencial é que ao determinar a temperatura do ambiente se poderá analisar o valor encontrado dentro do limite ideal – conforto -, crítico ou letal.

Trabalhei muito tempo na região litorânea de Santa Catarina e aprendi a me preocupar mais com a umidade que com a temperatura. Na verdade, a combinação das duas. Depois de um longo aprendizado estou no norte do Paraná e o conceito é o mesmo. A idéia é facilitar e viabilizar uma forma simples e rápida de avaliar o ambiente interno dos galpões de criação de frangos de corte e matrizes. Em contato com os produtores da cadeia avícola, e visando um método que pode agilizar os trabalhos no campo, estamos compilando os resultados dos estudos na área de estresse térmico para disponibilizá-los de uma forma que permita aos produtores utilizarem estas informações. Muitas tentativas foram feitas e estudadas. No entanto, sempre esbarravam em pontos de difícil acesso aos produtores, o que na maioria das vezes terminava inviabilizando o método. Até que então surgiu a idéia do Índice de Conforto Térmico, ou seja, a soma da temperatura e umidade não podendo ultrapassar a 106 pontos, que embora soasse como algo desconhecido pelos produtores, é um índice indicativo de conforto térmico muito utilizado no meio acadêmico. Ao mesmo tempo, este indicativo se mostrou de fácil aplicação prática, pois depende de variáveis de entrada (temperatura e umidade relativa) de fácil determinação pelos produtores.

Ambiência para frangos de corte e medidas de estresse térmico são associadas a índices de conforto térmico pré-estabelecidos ou a parâmetros fisiológicos e comportamentais, tais como: temperatura retal e frequência respiratória (fisiológicos) ou a prostração da ave (comportamental). Por outro lado, no meio rural, ou seja, pelos produtores da cadeia avícola em geral, quase nunca se tem um acompanhamento adequado ou recomendado para a avaliação do estresse térmico das aves, acontecendo pela dificuldade em se transferir esses métodos acadêmicos à realidade dos produtores. Sendo assim, esta avaliação (Índice Térmico) quase sempre não é feita ou se é, não é executada de forma eficiente, pois dos problemas que são apresentados, uma grande parte está relacionada ao estresse térmico das aves. Quando os produtores nos procuram, em geral, é porque já estão com problemas relacionados à ambiência dos seus galpões de criação, decorrentes do uso incorreto dos sistemas de climatização ou da falta de um método preventivo que pudesse alertá-los sobre as condições térmicas desses aviários. É então que surge a principal reclamação por parte deles, que é justamente quanto à falta de um método pelo qual eles possam ter uma idéia de como está o ambiente interno do seu galpão. A partir do conhecimento do IT – Índice Térmico – os produtores podem então intervir e agir de forma preventiva, na tentativa de evitar que problemas mais sérios.

Na prática, a ideia de colocar as tabelas do Nupea e o conceito do IT surge da necessidade de se divulgar métodos para um maior número de pessoas e, principalmente, aos técnicos, que repassam aos produtores, o principal alvo.  Desenvolver e aperfeiçoar métodos são importantes nos resultados, pois expectativas quanto ao uso de tabelas é sempre o melhor possível, mas a simplicidade da aplicação deve ser enfatizada para ela ser útil e realmente atingir seu principal objetivo, que é o de propiciar um modo fácil e rápido de diagnosticar o ambiente interno dos galpões de aves. Os produtores devem contar com essa simplicidade da aplicação do índice térmico, somando a temperatura e umidade e agindo com suas ferramentas de orientações de manejo e/ou bem-estar pelos técnicos. E também contando com mais uma ferramenta de manejo simples, de fácil compreensão, acesso e, acima de tudo, disponível gratuitamente. Reforçando, temperatura de 30 graus e umidade de 70 é igual a 100, então está dentro do índice térmico desejável, já 35 + 75 = 110. Vai morrer frango e cair a produtividade dos viabilizados à indústria. Hoje, painéis de controles de temperatura e umidade, a um custo bastante acessível aos produtores,  estão disponíveis no mercado para efetuar esse controle. Mas é claro que o conceito tem que ser de conhecimento do técnico e do produtor para ser eficaz o controle.

Por Vater Bampi, médico veterinário e executivo avícola

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