Produtores integrados às indústrias avícolas sentem os reflexos da redução de abates.
Alojamento de pintos é reduzido
Redação (13/01/2009)- Produtores integrados às indústrias avícolas sentem os reflexos da redução de abates. É o caso da família Fusiger, da localidade de Baixo Canudos, município de Canudos do Vale, no Vale do Taquari. Os três aviários – com capacidade para 54 mil aves – estão vazios à espera de pintos. A entrada de novo lote é aguardada há mais de um mês. "Nós recebemos a promessa de que o fornecimento de pintos irá se normalizar", observou Iraci Fusiger, que toca os negócios na propriedade com o marido, Nelson, motorista aposentado, e os filhos Valsir e Jocir. Eles são integrados à Sadia.
Iraci explicou que o intervalo entre um lote e outro era sempre de dez a 15 dias. "Mas tem produtores que estão há mais tempo sem receber pintos. Para nós isto é ruim, porque conseguimos fazer menos lotes por ano e, por consequência, nosso ganho diminui", lamentou.
Os Fusiger acreditam que a crise será passageira. "Com crise ou sem, as pessoas têm que comer e a carne de frango é das mais baratas", disse Iraci. Para ela, a recessão ainda não chegou ao Interior. "A gente sabe o que é porque já passamos dificuldades. O agricultor que produz várias coisas tem como se manter." Além do milho, a família produz leite, milho e culturas de subsistência.
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