Pesquisador da Unesp aponta as enfermidades típicas transmitidas por abates sem controle sanitário e ingestão de carne mal conservada.
Veterinário adverte sobre risco do consumo de carne sem inspeção

Donas de casa e seus familiares correm sérios riscos de contrair doenças perigosas ao ingerir carne bovina procedente do abate de bois sem controle sanitário. A advertência é do médico veterinário Roberto de Oliveira Roça, pesquisador da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp. “Entre as doenças mais graves, estão as chamadas zoonoses, como a tuberculose, toxoplasmose e brucelose”, destaca o especialista, explicando que, em alguns casos, essas enfermidades podem até provocar a morte. Entre os sintomas básicos destas doenças estão vômitos, enjôos, fortes dores de cabeça e febre intermitente.
Mas, além dos problemas decorrentes do abate irregular, há ainda outras doenças que ameaçam o consumidor. Frigoríficos que conservam mal as carnes processadas ou pontos de venda que comercializam o produto fora do prazo de validade podem transmitir salmonelas e coliformes – o que, segundo Roberto Roça, também pode trazer graves problemas à saúde das pessoas.
Para se proteger contra males como esses, Roça aconselha o consumidor a sempre verificar se o ponto de venda está limpo e é confiável. “Por exemplo, se os cortes bovinos estiverem em embalagens fechadas e com o selo do Serviço de Inspeção Federal significa que a carne foi trabalhada com todo o cuidado sanitário por parte do frigorífico” – ressalta o pesquisador da Unesp, numa entrevista à Radioweb que pode ser ouvida, na íntegra, no blog Carne Saudável (www.carnesaudavel.blog.br).
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