Despacho questiona fundo saudita e dá peso a alerta da Minerva, às vésperas da formalização da operação
A fusão vai sair? BRF e Marfrig correm contra o tempo em meio a ofensiva da Minerva

A megafusão entre BRF e Marfrig, avaliada em R$ 150 bilhões, voltou a enfrentar turbulência regulatória às vésperas da formalização, prevista para esta terça-feira (5). As duas empresas protocolaram um pedido ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para manter o rito ordinário de análise, mais rápido, em meio ao risco de que a tramitação seja alongada após questionamentos do próprio presidente do órgão.
O novo entrave surgiu após a Minerva Foods, concorrente direta no setor de proteína animal, manifestar preocupação com possíveis riscos concorrenciais caso o negócio avance. A partir disso, o Cade solicitou esclarecimentos sobre a influência dos fundos sauditas SALIC e SIIC, que detêm participação relevante nas duas companhias. O foco está em entender se há concentração de controle acionário estrangeiro capaz de afetar a concorrência.
Mesmo com a fusão já aprovada pelos acionistas — inclusive pelos minoritários da BRF, em votação histórica — o movimento do Cade acende um alerta sobre o andamento do processo, e pode levar a exigências adicionais antes da formalização final.
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O negócio é considerado um dos maiores do agronegócio brasileiro e promete criar uma potência global em proteína animal. A resposta do Cade deve definir se esse novo capítulo será o desfecho da novela ou apenas mais uma reviravolta.





















