Alta de energia, fertilizantes e custos logísticos pressiona cadeias de proteína animal
O que a guerra do Oriente Médio pode dificultar no mercado brasileiro? Entenda

A escalada da guerra no Oriente Médio passou a impactar diretamente o agronegócio global e pode provocar aumento nos preços de proteínas como frango, suínos e ovos no Brasil. O efeito ocorre porque o conflito pressiona custos essenciais da produção, especialmente energia, fertilizantes e logística internacional.
Energia e logística elevam custo de produção
O principal impacto da guerra ocorre sobre o mercado de energia, que influencia toda a cadeia produtiva. A alta do petróleo encarece transporte, aquecimento de granjas e processamento industrial, o que aumenta o custo final das proteínas.
Além disso, a instabilidade em rotas estratégicas eleva o custo do frete marítimo e reduz a previsibilidade das exportações. Esse cenário afeta diretamente cadeias integradas como a avicultura, que dependem de logística eficiente para manter margens.
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Fertilizantes mais caros pressionam ração animal
O conflito também impacta o mercado de fertilizantes, insumo essencial para a produção de grãos como milho e soja, base da ração animal. A elevação desses custos tende a se refletir no preço da alimentação dos animais.
Como consequência, a suinocultura e a avicultura enfrentam aumento no custo de produção, mesmo em cenários de estabilidade ou queda nos preços pagos ao produtor.
Frango é o mais exposto entre as proteínas
Entre as proteínas animais, o frango é considerado o mais sensível ao cenário internacional. Isso ocorre porque a atividade depende intensamente de energia e de insumos agrícolas, o que amplia o impacto das oscilações globais.
No caso dos suínos, o efeito ocorre principalmente via ração e custos indiretos, enquanto o mercado de ovos também sente pressão pelo aumento no custo de produção das granjas.
Efeito em cadeia pode chegar ao consumidor
A combinação de energia mais cara, fertilizantes em alta e logística pressionada cria um efeito em cadeia sobre toda a produção agropecuária. Esse movimento tende a elevar os preços ao consumidor final, caso o cenário de conflito se prolongue.
O setor produtivo avalia que, sem medidas para mitigar custos ou garantir fluxo logístico, o impacto pode se intensificar ao longo de 2026, afetando margens e competitividade das cadeias de proteína animal.
Referência: Folha





















