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Crise da Chapecó abala parte do Oeste de SC

Xaxim, que sediava fábrica, é a cidade mais atingida.

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Da Redação 28/10/2003 – 06h30 – A crise financeira que abala a Chapecó Alimentos não traz desamparo apenas aos milhares de funcionários demitidos. Boa parte dos municípios do Oeste que têm na avicultura e suinocultura a mais importante fonte geradora de receitas públicas sente na pele o impacto negativo dos problemas da empresa. A pequena Xaxim, que abriga um dos abatedouros de aves da Chapecó, está sofrendo o maior revés econômico da história do município. O comércio sentiu um forte abalo com a ausência de potenciais consumidores. O índice de desemprego é considerado recorde.

O campo foi o primeiro a sentir os efeitos da crise do frigorífico. Avicultores, suinocultores e prestadores de serviço estão sem receber da empresa há vários meses e não têm nenhuma perspectiva positiva para o futuro. “A agricultura e pecuária estão sucateadas. Quem depende da venda de aves e suínos para sobreviver não sabe mais o que fazer para pagar as contas e sobreviver”, diz o secretário do Sindicato Rural, Enor Cenci.

O avicultor Léo Lunardi Jr., 41 anos, é um dos mais desesperados com a crise. Os dois aviários que ele e a família mantêm em Linha Diadema estão vazios há sete meses. As matrizes simplesmente deixaram de ser alojadas porque falta ração para alimentar os animais e destino para escoar a produção. “Tive de pegar dinheiro emprestado para pagar a indenização trabalhista aos seis funcionários que nós mantínhamos. Durante esse tempo nós deixamos de receber algo em torno de R$48 mil. Eu já não acredito mais em recuperação”, lamenta Lunardi.

Cenci informou que para tentar fugir da crise, os integrados da Chapecó estão procurando alojar animais para outros frigoríficos brasileiros. Os abatedouros da Globoaves, Sadia, Prezotto, Bunge e Diplomata têm sido o destino para as aves e suínos produzidos pelos pecuaristas que conseguiram firmar novas parcerias comerciais. Esse não foi o caso de Lunardi. Ele continua mantendo os dois aviários fechados porque não conseguiu firmar um novo modelo de integração.

O ex-caminhoneiro Ari Pagnoncelli, 41 anos, juntou algumas economias e em parceria com o irmão, Veneri, financiou dois caminhões para trabalhar no transporte de aves para a Chapecó. A parceria ia bem, até os primeiros meses de 2003, quando o frigorífico passou a atrasar o pagamento pelos serviços. Hoje, ele tem um montante total avaliado em R$47 mil para receber da empresa. Os dois caminhões estão parados e gerando prejuízos. “Nós temos mais de seis prestações de R$2.300 para pagar cada um dos caminhões. Se a crise continuar, nós vamos ter de vendê-los.”

Os impactos negativos dos problemas financeiros não atingiram somente o setor de transportes. Pagnoncelli disse que o bar e boliche da família, no bairro Alvorada, foi o primeiro a sentir a queda brusca na movimentação de clientes. “Nós estamos pensando seriamente em fechar tudo. Não conseguimos ganhar nem o suficiente para pagar os impostos.”

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