Depois de um ano de euforia com as exportações, quando os volumes cresceram 25% e a receita com as vendas externas, 50%, a Perdigão tem expectativas mais modestas para 2005.
Embarques devem crescer 10% em 2005
Da Redação 15/12/2004 – Depois de um ano de euforia com as exportações, quando os volumes cresceram 25% e a receita com as vendas externas, 50%, a Perdigão tem expectativas mais modestas para 2005. Segundo o diretor de comércio exterior da empresa, Antônio Augusto de Toni, os volumes embarcados devem crescer 9% a 10% e a receita, 13%. Ele ponderou que o aumento deve ser mais moderado porque parte de uma base de comparação elevada.Neste ano, as exportações da Perdigão e do setor foram alavancadas principalmente pela epidemia de influenza aviária na Ásia e também em partes dos Estados Unidos, que levou países a suspenderem as compras de carne de frango in natura de Tailãndia e China, por exemplo.
O Japão, um dos que suspendeu as importações, passou a comprar mais volumes do Brasil, explicou o diretor de comércio exterior. “O Japão deve continuar sendo interessante em 2005”, afirmou. Ele reconheceu, contudo, que os preços nas exportações não vão se valorizar tanto quanto neste ano, quando havia o impacto da influenza aviária. Ainda assim, disse, se os preços médios atuais forem mantidos, “já será favorável”.Leia também no Agrimídia:
Em sua estratégia de internacionalização, a Perdigão abrirá novos escritórios no exterior: no Japão e na Rússia. Tem escritórios nos Emirados Árabes, Inglaterra, Holanda e Cingapura. A empresa já tinha escritório na Rússia, da trading BFF – Brazilian Fine Foods, que surgiu após o fim da parceria com a Sadia na BRF. A BFF está “dormente”, segundo o presidente da Perdigão Nildemar Secches, e deve deixar de existir com o novo escritório.
O escritório na Rússia mostra a importância desse mercado para a Perdigão, apesar das recentes dificuldades impostas pelo embargo russo às carnes brasileiras. Ontem, o ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, disse, em Brasília, que a demora para levantar o embargo se deve a questões políticas. Ele não arriscou palpite de quando o assunto será resolvido e disse que a questão foi encaminhada à Camex. “Não depende mais de fatores técnicos. O governo brasileiro deverá conversar novamente com a Rússia”, disse.





















