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Agroindústrias

Marfrig contra-ataca

Após investida da JBS, empresa arrenda 12 unidades do Margen e do Mercosul para crescer no mercado de carnes.

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Marfrig contra-ataca

A consolidação no setor de carnes no Brasil ainda não acabou. Depois do movimento sem precedentes de aquisições e fusões de grandes grupos visto nos últimos dias, outras operações, envolvendo empresas de menor porte ou em dificuldades financeiras, devem ocorrer, acreditam analistas e fontes do setor.

Ontem, numa espécie de contra-ataque às investidas da JBS-Friboi, a Marfrig Alimentos, que já tinha comprado a Seara, unidade de carnes da americana Cargill, na semana passada, anunciou o arrendamento de 12 plantas dos frigoríficos Margen e Mercosul e a compra de 51% do grupo Zenda, que processa couros bovinos no Uruguai, por US$ 49,5 milhões. Também anunciou parceria com o grupo atacadista Martins, por cinco anos, para buscar ganhos na distribuição e logística dos grupos.

Marfrig e JBS travam uma verdadeira disputa por ativos para crescer no mercado de carnes. Por cerca de quatro meses, a Marfrig negociou uma fusão com a Bertin, mas as conversas não vingaram e esta acabou sendo incorporada pela JBS, que também estreou em frango, com a compra Pilgrim’s Pride, empresa americana em recuperação judicial.

O avanço da JBS atiçou o apetite da Marfrig e acabou favorecendo empresas em dificuldades financeiras, como o Margen, em recuperação judicial, e o Mercosul, que buscava uma parceria.

O Marfrig arrendou cinco unidades de abate do Margen, que haviam sido transferidas para a New M, empresa criada dentro do plano de reestruturação da companhia, aprovado em agosto. O arrendamento por cinco anos, com opção de compra, envolveu as plantas de Ariquemes (RO), Rolim de Moura (RO), Rio Verde (GO), Paranaíba (MS) e Mãe do Rio (PA). A operação também incluiu o arrendamento de uma unidade de produção de charque do grupo Margen, que estava excluída da recuperação judicial. A planta fica na capital paulista.

O Valor apurou que a incorporação da Bertin pela JBS precipitou o último movimento da Marfrig para ampliar a capacidade de abate de bovinos no País. Com a Bertin, a JBS terá cerca de 20% da capacidade de abate nacional de bovinos, estimada entre 60 milhões e 65 milhões de cabeças. A Marfrig, após os arrendamentos, terá cerca de 11%, conforme cálculos da Scot Consultoria.

Com as 11 unidades de abate arrendadas, a Marfrig elevará a capacidade em 8,8 mil animais por dia, para 22.350 bois, no Brasil. Com as unidades no exterior (Argentina e Uruguai) , a capacidade alcançará 30.150 cabeças.

Num cenário de empresas “muito mais que grandes”, companhias que eram consideradas de porte médio ficaram pequenas e devem procurar saídas para crescer por meio de fusões, acredita Fabiano Tito Rosa, da Scot Consultoria. O analista cita como exemplos o frigorífico Minerva, que tem ações na bolsa, e o Mataboi, de capital fechado. “Para uma empresa pequena sobreviver nessa mercado de gigantes, o esforço terá de ser muito maior”, observou Tito Rosa.

Além dessa categoria, há as empresas em dificuldades financeiras, que buscam ser vendidas ou parcerias para se recuperar. Esse é o caso do Independência e do Arantes, ambos em recuperação judicial e também de capital fechado. Para essas empresas, porém, uma saída pode ser mais demorada, já que dependem da aprovação pelos credores de seus planos de recuperação judicial.

Na visão de Tito Rosa, apenas o Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade) poderia frear o atual movimento de consolidação. “É preciso ver como vão se comportar os órgãos de defesa da concorrência.”

A crise financeira global acelerou a consolidação no setor de carnes, especialmente em bovinos. Como lembra Tito Rosa, frigoríficos investiram nos últimos anos na ampliação da capacidade de abate num momento de oferta apertada de gado bovino no Brasil por conta do ciclo de baixa da produção.

Esse quadro trouxe dificuldades para várias empresas, que foram pegas de calças curtas pela crise global. “A crise derrubou o valor dos ativos e das empresas e abriu oportunidades para quem estava mais sólido”, afirma.

Apesar de mais sólidas, empresas como JBS e Marfrig terão de buscar recursos para financiar os negócios. No caso da JBS, o presidente Joesley Batista admitiu que pode haver participação da BNDESPar, braço de participações do banco de fomento, na capitalização da subsidiária americana, a JBS USA. O banco já tem fatia de 22,4% da empresa resultado da fusão entre JBS e Bertin. Já a Marfrig fará oferta primária de ações para financiar o pagamento da Seara, adquirida por US$ 900 milhões.

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