Reflexo da chegada do frigorífico no Rio Grande do Sul fazem produtores de carne temerem queda de preço. Há incertezas.
Marfrig ainda preocupa

A chegada do Marfrig ao RS, com o arrendamento das quatro plantas do Frigorífico Mercosul, não se refletiu nos negócios, mas ainda gera incerteza. “O grupo entrou com força, mas na supersafra. Então, isso não pode traduzir que haverá depressão de preços por conta deles”, afirma o diretor executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle.
Para o diretor comercial da Gap, de Uruguaiana (RS) , João Paulo da Silva, que fornece bovinos ao Marfrig, a situação não mudou. “Houve queda nos preços, mas isso se deve à oferta abundante. De resto, os pagamentos continuam em 30 dias, e os embarques se mantém”.
Apesar disso, o alto poder de barganha do Marfrig preocupa. “Com o controle de sete plantas frigoríficas, eles têm capacidade para abater cerca de 40% da nossa oferta”, alerta o diretor da Farsul Fernando Adauto.
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O dirigente teme pela implantação do confinamento. Segundo ele, o procedimento desvaloriza a carne, pois a qualidade química fica reduzida com a terminação dos animais à base de ração. “O diferencial da carne gaúcha está na alimentação. O confinamento nivela o produto por baixo e faz cair o preço”, reclama.
O grupo não se manifesta, pois cumpre regra de silêncio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).





















