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Alimentação Animal

Crise estanca crescimento da indústria de ração

Segundo estimativa do Sindirações, setor fecha o ano com uma produção de 58 milhões de toneladas de rações balanceadas, mais 1,8 milhão de toneladas de suplemento mineral. Faturamento deve atingir US$ 16 bilhões. Números são praticamente os mesmos registrados em 2008.

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Os efeitos da crise financeira internacional comprometeram o desempenho da indústria de alimentação animal em 2009. A falta de crédito, o recuo no consumo mundial de carnes e a valorização do real perante o dólar, interromperam o ciclo de expansão do setor de nutrição animal. Crescendo em “ritmo chinês” nos últimos dois anos, o setor deve fechar o ano com volume e receita estáveis neste ano.

Segundo estimativa do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), o setor encerra 2009 com uma produção de 58 milhões de toneladas de rações balanceadas, mais 1,8 milhão de toneladas de suplemento mineral para pecuária de corte. Os volumes praticamente repetem os números registrados em 2008.

A movimentação financeira será proporcional à produção. Segundo o Sindirações, o total de matérias-primas movimentado pelas empresas do setor em 2009 deve atingir US$ 16 bilhões, valor um pouco inferior ao assinalado no ano passado. Embora frustre as expectativas iniciais da indústria – que projetava um crescimento de 5% neste ano – o resultado é comemorado pelo setor. “Tendo em vista o cenário econômico mundial adverso podemos considerar o desempenho da indústria brasileira de alimentação animal positivo”, avalia Ariovaldo Zanni, diretor-executivo do Sindirações.

Conjuntura desfavorável – Os resultados da industrial de alimentação animal podem ser creditados, principalmente, ao desempenho das exportações de carnes brasileiras. Setores como o avícola e o suinícola – os principais clientes da indústria de nutrição animal – tiveram um ano difícil no mercado externo. Afetada pela crise, a demanda mundial por proteína animal encolheu. A instabilidade da economia global também prejudicou o fluxo de comercialização entre os países. Importantes mercados importadores de carnes tiveram dificuldades em realizar suas compras, por falta de liquidez. “A demanda mundial se retraiu num momento em que a indústria brasileira produtora de carnes vinha num ritmo acelerado”, explica Zanni. “O Brasil foi muito afetado por essa desaceleração da demanda mundial”, conclui.

O executivo também cita a valorização do real frente ao dólar, que diminuiu a competitividade da indústria brasileira de proteína animal em relação a seus principais concorrentes, onde as moedas locais não estão tão valorizadas. No caso da suinocultura e da pecuária de corte, em alguns mercados (e em determinados cortes) os preços da carne brasileira estiveram mais altos quando comparados aos dos produzidos em países concorrentes.

Diante dessa conjuntura, os setores avícola e suinícola fecham o ano com exportações estáveis em volumes, mas com forte queda na receita. “A instabilidade das exportações brasileiras de aves e suínos teve reflexos diretor no desempenho da indústria de alimentação animal”, explica Zanni.

Segundo ele, o volume de comercialização de ração não chegou a ser comprometido, mas a utilização de tecnologia nutricional caiu. O uso de pré-misturas diminuiu em toda a industrial, o que significa menor utilização de tecnologia para fabricação de ração.  “Essa queda afetou a rentabilidade das empresas do setor, já que boa parte é composta por fornecedores de aditivos”, revela Zanni.

Cenário para 2010 – Zanni acredita em dias melhores para a indústria de ração animal em 2010. Segundo ele, a recuperação da economia mundial deve reaquecer a demanda de carnes no próximo ano. “O Brasil como grande fornecedor deve valer-se dessa recuperação”, afirma.

O crescimento da economia brasileira também deve garantir bom desempenho para o setor de nutrição animal. Na opinião de Zanni, o mercado interno de alimentos, especialmente o de carnes, deve continuar demandado em 2010 dando sustentação ao crescimento da indústria de nutrição animal. “Estamos otimistas, em 2010 o setor de alimentação animal deve voltar a crescer em torno de 5%”, prevê. 

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