Os estoques elevados de carne de frango no Japão e no Oriente Médio devem prejudicar os resultados das empresas.
Barclays vê trimestre fraco para Brasil Foods e Marfrig com estoques elevados de carne de frango

Os estoques elevados de carne de frango no Japão e no Oriente Médio devem prejudicar os resultados da BRF — Brasil Foods e da Marfrig no primeiro trimestre deste ano, aponta relatório do Barclays Capital.
De acordo com o Barclays, a BRF, que divulga seu balanço trimestral hoje, deve reportar um lucro líquido de R$ 221 milhões nos primeiros três meses de 2012, retração de 42% sobre o ganho de R$ 383 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
O banco estima ainda que a companhia apresente uma receita líquida de R$ 6,548 bilhões no primeiro trimestre deste ano, avanço de 9% sobre o mesmo intervalo de 2011. No período, a estimativa do Barclays para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da BRF é de R$ 622 milhões, recuo de 24% sobre os R$ 816 milhões reportados um ano antes. Na mesma comparação, a margem Ebitda deve cair para de 13,6% para 9,5%, prevê o Barclays.
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No caso da Marfrig, o Barclays estima que a companhia reporte um prejuízo de R$ 73 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante um ganho de R$ 24 milhões no mesmo período de 2011.
O banco estima ainda que a Marfrig registre uma receita líquida de R$ 5,1 bilhões no período, queda de 2% sobre os R$ 5,2 bilhões reportados no primeiro trimestre do ano passado. Na mesma comparação, o Ebitda da companhia deverá crescer 7%, para R$ 361 milhões, segundo o Barclays. Ainda assim, o banco projeta uma piora na alavancagem da empresa (relação entre dívida líquida e Ebitda), para 6 vezes.
Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, o Oriente Médio importou 315,9 mil toneladas entre janeiro e março, queda de 12,7% sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef).
A queda refletiu as restrições impostas pelos Estados Unidos e União Europeia ao Irã, por conta de seu programa nuclear. Com isso, os embarques ao país caíram para apenas 600 toneladas, ante as 15 mil toneladas exportadas um ano antes.





















