Implementos produzidos no Brasil precisam de adaptações para serem comercializados na Alemanha.
Empresas brasileiras de olho no Leste Europeu
A Associação Brasileira da Industria de Máquinas Agrícolas (Abimaq) está presente na Agritechnica com um estande onde abriga cinco companhias brasileiras de equipamentos que tem interesse em exportar para o Leste Europeu. “Criamos a marca “Brazil Machinery Solutions” e estamos divulgando a tecnologia brasileira em diversas partes do mundo”, diz Marco Antonio Carlotti, diretor da Abimaq.
Uma delas é a Jan, que expõe pela terceira vez na feira alemã. “Estamos trazendo um produto novo para o evento. É o distribuidor de fertilizantes, calcário e sementes”, diz Guilherme Simoni, representante comercial para o Mercado Europeu. Segundo ele, a idéia de estar na feira de Hanôver visa abrir o mercado alemão. “É o mercado mais exigente da Uniao Européia. Se vendermos para Alemanha, fica mais fácil fornecer para outros países”, diz Simoni.
Os implementos produzidos no Brasil precisam de adaptações para serem comercializados na Alemanha. As máquinas pode ter a largura máxima de 3,5 metros para o transporte, todos os implementos precisar possuir sistemas de freios e sinalização e o engate ( que vai fixar o implemento no trator) precisa ser homologado.
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Tais exigências não existem no Brasil. Ainda assim, algumas empresas apostam na Europa, “uma vez que o mercado nacional está superaquecido”, avalia o diretor da Abimaq. Outra empresa que acredita nas vendas externas para a Alemanha e países vizinhos é a Tatu Marchesan, que opera com equipamentos de preparo de solo, como peças para discos e grades.
De outro lado, é nítido o interesse da Alemanha no Brasil, e a DLG (Sociedade Alemã de Agricultura) pretende discutir com a Abimaq estratégias de aproximação dos dois mercados. carlotti avisa: “Acredito que a Alemanha consiga entrar no Brasil investindo na produção local, pois nas exportações eles são pouco competitivos”.
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