Francisco Turra, presidente da ABPA, fala á TV Gessulli sobre a atual situação da comercialização de proteína animal no Brasil
Para Brasil garantir competitividade dólar precisa se manter em R$ 3,50

Representando a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, falou sobre a situação das exportações atualmente. Segundo o presidente da associação, o maior paradoxo nesse momento é que mesmo em um ano de crise, onde o consumo interno se retraiu, os embarques apresentaram números expressivos no primeiro semestre. Porém, para que o Brasil se mantenha competitivo é necessário que o dólar fique na média de R$ 3,50.
“O primeiro semestre para avicultura brasileira foi um período muito interessante, falando de exportação, mas de muita dificuldade no mercado interno – consumo, escassez de milho, elevação do preço do milho e farelo de soja”, explica Turra. “Porém, no compito final crescemos tanto na produção quanto na exportação um número muito expressivo”, revela.
Turra lamenta a queda no consumo interno de aves e suínos, mas entende que esse fato é resultado do momento de recesso vivo pelos brasileiros e enfatiza que “para a gente manter a competitividade e para que seja um período de muita expectativa e bons resultados teríamos que ter um dólar a R$ 3,50”, entende
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O representante do setor também destacou que os custos do milho devem ser normalizados no segundo semestre, mas que a preocupação talvez esteja no preço do farelo de soja, “pela escassez de produto no mercado”. Turra ainda falou sobre a emissão do certificado de importação de material genético que a ABPA passou a realizar.
Reportagem: Humberto Marques e Rodolfo Antunes
Texto: Fernanda Oliva





















