Presidente da ACCS avalia que mesmo as exportações brasileiras estando boa, indústrias não conseguem ter lucratividade por conta da conversão do dólar por tonelada
Excedente de produção americana pode dificultar recuperação de preços no Brasil, avalia ACCS

Os preços do gado bovino e suíno nos Estados Unidos estão próximos dos seus níveis mais baixos nos últimos anos, enquanto os frigoríficos produzem o maior volume de carne já registrado. A notícia, divulgada pelo Wall Street Jornal e reproduzida no Brasil pelo Portal Suinocultura Industrial, nesta segunda-feira, já está repercutindo no mercado suinícola brasileiro, que se vê estagnado por praticamente um mês. Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o excedente de produção nos Estados Unidos está dificultando a recuperação dos preços do suíno em várias partes do mudo, inclusive no Brasil.
Resultado disso, mesmo após o quinto dia útil, os valores da Bolsa de Suínos de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul se mantiveram sem acrescimentos. A APCS/Bolsa de Suínos paulista informou a referência para o mercado de R$ 77,00 a R$ 79,00/@ condições bolsa, respectivamente R$ 4,11 a R$ 4,21/Kg. A Bolsa de Suínos de Minas Gerais, ocorrida excepcionalmente por telefone, acordou a manutenção do valor do quilo do suíno vivo em R$4,20. Santa Catarina o animal vivo continua cotado em R$ 3,90/Kg. A pesquisa semanal do Rio Grande do Sul também manteve estabilidade no preço em R$ 3,92.
Representando a maior região produtora de suínos do País, Losivanio Luiz de Lorenzi analisa que o excedente de produção nos Estados Unidos está dificultando a recuperação dos preços do suíno em várias partes do mundo, como é o caso do Brasil. “As exportações brasileiras estão boas, mas as indústrias brasileiras não conseguem ter uma boa lucratividade por conta da conversão do dólar por tonelada”.
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Lorenzi reafirma a expectativa de que os produtores possam fazer negócios no valor projetado, já que na semana passada os suinocultores não conseguiram atingir as expectativas. “Esperamos ter um padrão melhor de preços, mesmo com as dificuldades da nossa economia. Precisamos de uma melhor remuneração para que possamos ter lucratividade na propriedade e minimizar os custos de produção”, pontua.
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