Setor agropecuário é o único a apresentar crescimento no número de empregos. Avicultura gerou 7,2% do total de 71% envolvendo demais setores do agro
Avicultura está entre os principais setores a gerar emprego no estado de São Paulo

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou, em setembro de 2016, o total de vínculos com carteira assinada em todos os setores econômicos e unidades da Federação relativo ao exercício anterior, 2015. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) dão conta que, em 2015, o emprego formal brasileiro totalizou 48,1 milhões de postos de trabalho. Após anos de sucessivos aumentos no número de carteiras assinadas, o quadro se inverteu com retração de 3% em relação ao anterior – reflexo da crise econômica/política do Brasil, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA).
No Brasil, houve queda no número de empregos formais em quase todos os setores econômicos, exceto o setor agropecuário, que exibiu crescimento de 0,9% em novos postos de trabalho. O Estado de São Paulo, responsável por 13,7 milhões de empregos formais (28,5% do total nacional), exibiu comportamento semelhante com queda geral de 2,9%, excluindo também o setor agropecuário que apresentou crescimento de 2,5%, afirmam Carlos Eduardo Fredo, Rosana Pithan e Celso Vegro, pesquisadores da Secretaria que atuam no IEA.
O setor agropecuário, devido à informalidade no trabalho assalariado rural e alta ocupação de mão de obra familiar, perde importância em participação do total de empregos com carteira assinada, explicam os pesquisadores. No Brasil, este setor representa apenas 3,1% dos empregos formais com 1,5 milhão de postos de trabalho.
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Com relação ao Estado de São Paulo, com 329 mil empregos agropecuários, esta participação é de 2,4%, mas responde por 21,8% do total de empregos agropecuários do País. Ao se considerar outros agentes econômicos das cadeias produtivas que envolvem usinas/destilarias, fabricação de sucos e produtos alimentícios, esse número chega a ser três vezes maior no Estado de São Paulo.
As principais atividades econômicas do setor agropecuário paulista são cultivo de cana-de-açúcar (21,3%), cultivo de laranja (14,3%), criação de bovinos (13,8%), atividades de apoio à agricultura (10,4%), criação de aves (7,2%) e cultivo de café (4,2%), que juntas totalizam 71% dos empregos formais no setor.
A agropecuária é disseminada em todo o Estado com significativa importância para a ocupação de mão de obra em todas as Regiões Administrativas. Em 2015, as principais regiões em número de empregos com carteira assinada foram Sorocaba (18,9%), Campinas (18,3%) e São José do Rio Preto (9,2%).
De janeiro até outubro de 2016, o Estado de São Paulo apresentou crescimento no número de empregos com carteira assinada. Até o momento, o balanço entre admitidos e desligados apresenta aumento de 11.746 vagas. A sazonalidade do emprego intrínseca ao setor agropecuário, cuja concentração de oferta de empregos ocorre entre os meses de abril e junho, demandou trabalhadores principalmente para o setor nas atividades de cana e laranja.
A partir de julho, quando diminuem as contratações e se intensificam as demissões, o estoque diminui, mas dificilmente, até o último Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro, chegue a zerar ou negativar esse número, refletindo assim, apesar da crise, o bom desempenho e importância deste setor econômico para a geração de empregos paulistas.
Apesar destas bases de informações do Ministério do Trabalho e Emprego apenas contabilizarem o total de empregos formais e a movimentação entre admissões e desligamentos, pois estas são suas finalidades, elas orientam e sinalizam a tendência da ocupação de mão de obra no setor rural. Setor este com importância significativa para o desenvolvimento econômico e produtivo.
O agronegócio liderou as vendas externas do País com exportações crescentes de janeiro a outubro deste ano, o mesmo ocorrendo no Estado de São Paulo (+13,4%). Isso favoreceu o equilíbrio da balança comercial paulista (leia mais aqui). Apesar de nos três primeiros trimestres de 2016 o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio ter tido queda em relação ao ano anterior, o setor ainda responde pelo maior PIB do País.





















