Ribas exaltou o setor, que chamou de “patrimônio nacional”, e também analisou o segmento como um todo durante palestra em Floranópolis
Presidente da ACAV destaca peso da avicultura para a economia e para a sociedade

A avicultura tem potencial para alimentar 800 milhões de pessoas em todo o mundo que não têm acesso a outras carnes e precisam da proteína mais barata e de qualidade. Dos 95 milhões de trabalhadores brasileiros, 19 milhões estão no agronegócio.
Ribas exaltou o setor, que chamou de “patrimônio nacional”, e também analisou o segmento como um todo, destacando alguns pontos a serem mais bem observados. Incialmente, comparou o setor de aves ao automobilístico, que mesmo diante dos grandes escândalos recentes – que incluíram a prisão de dirigentes de companhias – não foi tão abalado quanto foi a avicultura em relação à Operação Carne Fraca. “Nós, com um evento relativamente menor, tivemos um embate violento e perdemos 20% da capacidade de abate no último ano”. Para Ribas, o segmento deve se comunicar melhor com a sociedade.
O presidente também recorreu à comparação com o setor de automóveis para demonstrar o quanto a agroindústria pode evoluir na articulação política. De acordo com ele, as três maiores agroindústrias de aves e suínos do País empregam, juntas, quatro vezes mais que todo o setor automotivo brasileiro. No entanto, afirmou, o segmento automobilístico tem muito mais força nas negociações junto ao governo. Na avaliação de Ribas, a avicultura brasileira precisa entender melhor sua força, usar os números a seu favor e se estruturar melhor como setor. “Em qualquer cidade de até 20 mil habitantes, um alojamento com 30 mil aves certamente gera mais receita que qualquer estabelecimento da área urbana”, exemplificou.
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A melhoria contínua da gestão foi outro ponto comentado pelo presidente da ACAV. “Gestão é muito mais que discutir quantos ovos aquela galinha dá”. Ribas também falou a respeito da importância de se pensar na qualidade do produto e das pessoas envolvidas no negócio. “O nosso diferencial é gente. É preciso valorizar os cabelos brancos. Na agroindústria, a cadeia é longa e cabelo branco faz diferença”.





















