O governo quer se antecipar à chegada do outono, quando ocorre a migração de aves selvagens, hospedeiras do vírus.
Governo da França define ações de prevenção contra futuras crises de gripe aviária

O ministro da Agricultura e Alimentação da França, Julien Denormandie, apresentou, ontem (8), um documento desenvolvido por especialistas e pela comunidade com as ações a serem tomadas coletivamente para melhorar a prevenção contra o risco de introdução e propagação do vírus da gripe aviária e a gestão em caso de crise. O governo quer se antecipar à chegada do outono, quando ocorre a migração de aves selvagens, hospedeiras do vírus.
O roteiro prevê a definição de “áreas de risco de disseminação”, nas quais os métodos de produção de palmípedes gordurosos (patos e gansos) serão objeto de acordo interprofissional, com o objetivo de reduzir a densidade de aves nessas áreas durante o período de risco. Também está incluída no roteiro, para melhorar a capacidade de resposta coletiva, a obrigação de declarar remotamente as fazendas e os movimentos de todas as aves.
A produção de patos e gansos, localizada principalmente no sudoeste da França, foi a mais prejudicada pela crise iniciada em meados de novembro de 2020 e cujas consequências também foram significativas nos demais setores de frangos de corte, genética e reprodução, informa o ministério. Foram estimados 492 surtos no país até o início de maio passado, em fazendas ou quintais contendo aves. Cerca de 3,5 milhões de aves (principalmente patos) tiveram de ser abatidas no sudoeste da França por ordem de órgãos sanitários, após a detecção de surtos ou como medida preventiva para limitar a propagação do vírus.
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