Para Anffa Sindical, valor é pequeno, em virtude do baixo contingente
Estimativa do custo de reestruturação de carreira para fiscais agropecuários é de R$ 350 milhões

Em mobilização há um mês, com reflexos nas fronteiras, frigoríficos, portos e na Zona Franca de Manaus, o Sindicato dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) diz que o gasto com a reestruturação da carreira é pequeno em função do baixo contingente.
Entre ativos e aposentados, são 5,3 mil servidores. Se implementada a partir de junho deste ano, a reestruturação geraria impacto nas contas do governo de R$ 350 milhões em 2022. Com a sanção dos R$ 1,7 bilhão para reajustes em carreiras federais no orçamento, seria possível incluir a categoria na lista dos contemplados, diz o sindicato.
“Comparativamente, o impacto orçamentário da reestruturação da carreira no orçamento federal de 2022 representa o equivalente a 8% das perdas econômicas estimadas a partir da introdução no país da Peste Suína Africana ou 2% das perdas a partir de uma praga quarentenária não controlável na cultura da soja”, argumenta a Anffa Sindical.
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A entidade também reforça que o valor da rubrica para reajuste dos servidores federais no orçamento de 2022 pode ser incrementado, uma vez que o recurso não é fixo nem tem destino carimbado. Entre as lideranças da mobilização, não agradou a informação de que o governo só vai decidir sobre as reestruturações no fim de março, como forma de esfriar os movimentos.
“Estamos em mobilização, não vamos parar e se continuar sem sinalização, não vamos deixar para intensificar somente quando for anunciado e não tiver mais jeito”, diz o diretor de Comunicação e Relações Públicas do Anffa, Antonio Andrade.
Sem reajuste desde 2017, a categoria diz que recebe “a menor remuneração entre as carreiras de auditoria e fiscalização do governo federal, o que representa cerca de 30% a menos que as remunerações dos auditores da receita federal, auditores do trabalho e delegados da polícia federal”.
Procurado, o Ministério da Economia não quis comentar. O Ministério da Agricultura não respondeu aos questionamentos da reportagem. A ProBrasil, associação que reúne as entidades de produtores de proteínas do país, também não quis se pronunciar.





















