Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Entrevista

Covid-19 acelera processo de digitalização no campo e ecossistemas virtuais ganham espaço

Crescimento no total de agtechs vinha sendo sentido desde o ano passado no país, mas pandemia estabeleceu novos desafios na relação entre produtores e cadeias produtivas, gerando novas oportunidades para estas startups e suas coirmãs foodtechs

Covid-19 acelera processo de digitalização no campo e ecossistemas virtuais ganham espaço

Por Humberto Luis Marques

 

O mundo agro vive um período de transformação em suas relações e formas de produzir no campo. As inovações digitais chegam com uma força cada vez maior a granjas e fazendas, impulsionadas principalmente pelas chamadas agtechs, startups voltadas a apresentar ideias disruptivas para o agronegócio. No último ano, o número de agtechs no país cresceu mais de 100%, segundo dados do relatório Radar AgTech Brasil, elaborado pela Embrapa em parceria com o fundo SPVentures e a consultoria Homo Ludens. O total chegou a 1.125 agtechs mapeadas, concentradas em sua maioria nas regiões Sudeste e Sul do país.

Este número deve ser ampliado neste ano, seguindo a tendência de digitalização dos processos produtivos no campo. Ocorre, que a pandemia causada pelo novo Coronavírus deve acelerar a implantação de inovações em propriedades rurais; todas praticamente voltadas as chamadas tecnologias digitais. As restrições de contato social e medidas sanitárias e de cuidados pessoais mais restritivos impôs uma nova realidade, na qual as agtechs podem ser fundamentais. “Houve uma transformação na forma destes produtores se relacionarem dentro dos seus sistemas produtivos e com os outros atores destas cadeias. No entanto, o grande salto deste processo de digitalização se dará realmente por meio de estruturas e de um pensamento do tipo “Market Place”, afirma Cleber Oliveira Soares, diretor de Inovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O “Market Place” citado por Soares seria uma plataforma única ou setorizada capaz de integrar produtos, processos, serviços e tecnologias inerentes às cadeias do agronegócio. Elas funcionariam como plataformas integradoras de ativos digitais. O diretor de Inovação do Mapa também aponta para um movimente crescente no país, o das foodtchs, coirmãs da agtechs, cujo foco está nos processos pós-porteira. “O Brasil tem diante de si uma oportunidade gigantesca de capturar valor em sua agricultura por meio das foodtechs, com foco na qualidade reconhecida do alimento produzido. Hoje, a nossa captura de valor se dá em cima de uma agricultura “commoditizada”. Ou seja, somos extremamente eficientes na produção de commodities. Claro, o país ganha com isto. No entanto, há uma oportunidade ímpar diante de nós: agregar valor aos nossos produtos agrícolas por meio das foodtechs”, ressalta Soares.

O crescente contexto das agtechs no agronegócio brasileiro também deve levar o setor a ter o seu primeiro “unicórnio”, assim chamada as startups que atingem faturamentos

Com tudo isto, o agronegócio brasileiro parece também estar bem próximo de ter o seu primeiro “unicórnio”, startups que valor de mercado superior a US$ 1 bilhão. “Eu arrisco dizer que em breve se terá os primeiros ‘unicórnios’ do agro, derivados exclusivamente deste ambiente agtech”, aponta Soares. Confira clicando aqui

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