Maior fabricante brasileira de silos e equipamentos para armazenagem de grãos pretende aumentar em 40% a capacidade de produção de suas fábricas de Panambi (RS) e Campo Grande (MS).
Após lucrar no intervalo, Kepler foca em expansão

A Kepler Weber, maior fabricante brasileira de silos e equipamentos para armazenagem de grãos, pretende aumentar em 40% a capacidade de produção de suas fábricas de Panambi (RS) e Campo Grande (MS) com os investimentos de R$ 65 milhões programados para este ano. O montante é 131% superior aos R$ 28,1 milhões aplicados em 2013 e permitirá que, no fim do exercício, as duas unidades processem até 140 mil toneladas de aço por ano, informou ontem o vice-presidente da companhia, Olivier Colas.
Conforme o executivo, a expansão é necessária depois que a Kepler alcançou picos de 80% de utilização da capacidade no primeiro trimestre e de até 90% nos últimos três meses de 2013. Além do crescimento da produção agrícola, o setor ganhou fôlego com o lançamento da linha específica de financiamento para armazenagem no plano-safra 2013-2014 (de R$ 25 bilhões divididos em cinco anos) e a empresa tem hoje uma carteira de pedidos duas vezes maior do que no mesmo período de 2013, afirmou Colas.
Aproximadamente dois terços dos investimentos programados para este ano serão bancados com financiamentos e o restante com recursos da empresa, que encerrou o primeiro trimestre de 2014 com um caixa líquido de R$ 20,8 milhões. Desse total, que também contempla projetos de modernização das operações e sistemas de tecnologia da informação, R$ 17 milhões já foram aplicados nos três primeiros meses do ano.
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De janeiro a março, a Kepler obteve lucro líquido de R$ 23,8 milhões, 176,7% mais que no mesmo período do ano passado e novo recorde para um primeiro trimestre. A receita líquida consolidada avançou 45%, para R$ 173,3 milhões, e a margem bruta evoluiu de 22,2% para 25%. O lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) passou de R$ 15,4 milhões para R$ 34,8 milhões, enquanto as despesas financeiras líquidas encolheram de R$ 1,7 milhão para R$ 353 mil.
Segundo Colas, pela primeira vez a companhia iniciou o ano num ritmo semelhante ao do quarto trimestre. Ele disse que a sazonalidade que costumava retrair os negócios no primeiro trimestre está sendo atenuada por fatores como a facilidade de crédito e o crescimento da safrinha. O executivo prevê que a taxa de juro dos financiamentos para armazenagem aumentará no próximo Plano Safra em relação aos 3,5% ao ano válidos até junho, mas que continuará atrativa.
“O mercado interno de armazenagem deve crescer entre 20% e 25% neste ano, mas a Kepler espera fazer melhor que isso”. No primeiro trimestre, a receita líquida na área de armazenagem, a mais importante para a empresa, subiu 31,2%, para R$ 128 milhões. As exportações avançaram 70%, para R$ 20,2 milhões, e, no caso dos sistemas de movimentação de granéis para portos e mineração, o avanço foi de 285,9%, para R$ 16,9 milhões. As vendas de peças e serviços atingiram R$ 8,2 milhões.





















