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Korin amplia presença no segmento kosher com parceria

Korin acaba de fechar uma parceria com a Livenn, empresa voltada à comunidade judaica.

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Korin amplia presença no segmento kosher com parceria

Uma das maiores companhias de alimentos orgânicos e carnes sem antibiótico do país, a Korin acaba de fechar uma parceria com a Livenn, empresa voltada à comunidade judaica, para elevar sua participação no segmento kosher.

O negócio prevê a construção de uma segunda unidade de abate de aves em Ipeúna (SP), sede da Korin, que será usada exclusivamente para enxaguar e salgar os animais conforme a cartilha judaica de alimentação. O investimento, não revelado, será bancado pela Livenn.

Desde 2006, a Korin interrompe duas vezes por semana a sua linha de produção para o segmento kosher. O abatedouro necessita de uma lavagem completa antes que os 2.800 frangos (média diária) sejam sangrados no pescoço na presença de dois rabinos. De lá, os animais passam por três enxágues de água e são salgados.

“É uma prestação de serviço que demanda mais tempo. Com a nova unidade, vamos ganhar agilidade no processo”, disse o diretor-superintendente da Korin, Reginaldo Morikawa.

De acordo com a empresa, a expectativa é mais que dobrar a capacidade de abate kosher após a entrega da nova unidade, prevista para meados de 2016. Hoje, o segmento representa 4% das 550 mil aves abatidas ao mês pela Korin.

Em seus esforços para agregar valor à produção, a companhia decidiu também se desfazer de um ícone no mercado de alimentos orgânicos – o segmento FLV, sigla para frutas, legumes e verduras. Apesar de simbólica do ponto de vista ideológico, a área nunca deu lucro. Entre outros motivos, pela dificuldade logística de acessar produtores terceirizados e o mercado comprador e pelo alto índice de perdas no caminho e às margens pequenas. “O FLV sempre foi subsidiado pelo frango”, afirma Morikawa.

A verticalização é outro desafio. Segundo o executivo, para reduzir os preços na gôndola, frente aos custos mais altos da produção orgânica, é preciso escala e verticalização. “O boi, na produção convencional, é 100% aproveitado. Na orgânica, não. Nosso cliente, que é de renda maior, só quer as partes nobres, como o peito de frango e o filé mignon”, diz. “O que fazemos com o resto do bicho?”

A empresa aproveitou esse “resto” em uma nova linha de embutidos. Estruturou também uma divisão para ações sociais que, desde o ano passado, tem a finalidade de dar giro a itens que não têm saída expressiva nas gôndolas – como moela, fígado de frango, acém e até os ovos pequenos. “É para um número expressivo de pessoas que não costuma adquirir os produtos no varejo devido aos preços”.
Inicialmente, essas ações sociais eram feitas apenas para seguidores da Igreja Messiânica, a qual a Korin está vinculada. Agora, a divisão faz comercialização direta a preços menores em igrejas, órgãos públicos, associações e condomínios.

Assim como o varejo em geral, a Korin sentiu o impacto da crise econômica, que reduziu o poder de compra dos brasileiros. Após anos consecutivos com taxas de crescimento de 20% a 30%, a empresa viu a expansão do faturamento reduzida a um dígito este ano, o que sugere que seus cortes podem já estar sendo parcialmente substituídos por opções mais em conta nos supermercados.

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