Marfrig e BRF solicitam aprovação para fusão

A Marfrig e a BRF protocolaram oficialmente junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) o pedido de aprovação para a fusão das companhias. Embora inicialmente as empresas avaliassem que a autorização do órgão antitruste não seria necessária, a decisão de formalizar o processo visa evitar ruídos no mercado.
Membros do Cade, ouvidos pela reportagem, indicam que a fusão não deve enfrentar problemas para aprovação. A expectativa é de que a análise do Cade não encontre barreiras significativas, já que a operação é vista como um rearranjo societário entre empresas que já fazem parte do mesmo grupo econômico, minimizando os riscos concorrenciais.
A fusão, anunciada em 15 de maio, visa criar uma das maiores empresas globais do setor de alimentos, com uma receita anual projetada de R$ 152 bilhões. A Marfrig já possui 50,49% de participação na BRF, tendo adquirido sua primeira fatia em maio de 2021, declarando-se, na época, como investidor passivo. A operação prevê a troca de ações da BRF por papéis da Marfrig na proporção de 0,8521 ação ordinária da Marfrig para cada ação da BRF.
Leia também no Agrimídia:
- •Perfil do consumidor brasileiro muda em 2026 e exige novas estratégias do varejo
- •Rota da Avicultura Caipira fortalece cadeia produtiva e geração de renda no meio rural
- •Licenciamento ambiental impulsiona suinocultura e fortalece produção sustentável no Acre
- •Crise na avicultura do Irã leva a escassez de ração e casos de canibalismo em granjas
As assembleias gerais extraordinárias (AGEs) para deliberar sobre a operação estão agendadas para 18 de junho de 2025. A expectativa é que a conclusão da fusão ocorra até o final de julho. Analistas destacam que a operação pode gerar sinergias relevantes em logística, compras, distribuição e acesso ao mercado externo. O direito de retirada será garantido aos acionistas que não concordarem com a operação, com valores fixos de reembolso de R$ 3,32 por ação para a Marfrig e R$ 9,43 por ação para a BRF.
A aprovação do Cade é aguardada com otimismo, e a decisão do órgão neste caso estabelecerá precedentes importantes para o ambiente regulatório brasileiro em futuras operações no setor de alimentos.
Referência: UOL





















