Avicultores e suinocultores assinam convênio para criar sistema que preserva o ambiente e aperfeiçoa a produção.
Projeto melhorará mercado de carnes no RS
Da Redação 05/08/2005 – Os gaúchos iniciam hoje um projeto inédito que deverá resolver não só os problemas ambientais provocados por duas das principais atividades do Estado -a avicultura e a suinocultura-, mas abrir novos mercados para os produtores do Estado.
Será assinado um convênio para implementar o licenciamento ambiental integrado. Esse licenciamento visa colocar dentro das normas ambientais todos os produtores gaúchos das duas cadeias de produção.
A novidade é que o convênio vai permitir que haja um licenciamento integrado, que pode ser feito por municípios ou bacias regionais. Esse convênio deverá colocar todos os produtores dentro das normalidades ambientais, principalmente os que atuam no setor há mais de cinco anos, explica Aristides Ignácio Vogt, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura.
Uma das principais vantagens é que o licenciamento integrado permite a redução de taxas e gastos pelos produtores, que terão mais recursos para investir na adequação das granjas à legislação ambiental. Os produtores terão quatro anos para se adaptar a essas normas.
O convênio será assinado pela Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), pela Asbips (Associação Sul-Brasileira das Indústrias de Produtos Suínos), pelo Sips (Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul e pela Asgav (Associação Gaúcha de Avicultura).
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Esse convênio permitirá o levantamento de todos os produtores do Estado, que deverão se enquadrar nas normas ambientais. Esses produtores serão orientados por técnicos, que receberão instruções da Fepam. Esse órgão fará a análise dos projetos dos produtores por amostragem.
Rogério Kerber, do Sips, diz que essa será uma iniciativa inovadora. Não só vai resolver os problemas ambientais como dará maior qualidade ao produto gaúcho, que depende muito do mercado externo, no qual as barreiras sanitárias aumentam.
A avicultura gaúcha, a terceira maior do país, produz 1 milhão de toneladas por ano e exporta 70% desse volume. A suinocultura produz 660 mil toneladas, das quais 18% são exportadas.





















