A informação foi passada ontem pelo diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja), Ricardo Tomcyzk, que esteve com Alcântara em Brasília.
Banco do Brasil confirma prorrogação das dívidas rurais
Redação (27/10/06) – O diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Derci Alcântara, confirmou que está prorrogado para o próximo dia 29 de dezembro o pagamento da parcela da securitização da dívida rural que venceria no próximo dia 31.
O diretor do BB nos informou que a instituição irá respeitar a Medida Provisória que determinou a prorrogação da parcela para o final de dezembro, inclusive com bônus de adimplência, disse, lembrando ter sido informado de que a orientação já foi passada para as superintendências regionais.
REFINANCIAMENTO
Leia também no Agrimídia:
- •Preço do frango cai 5,2% em março e atinge menor nível desde 2023
- •Diferença entre ovos brancos e vermelhos supera 40% e dispara na Quaresma
- •Avicultura no Paraná: aviário escola modernizado amplia capacitação e fortalece produção regional
- •Nutrição animal: biopolímero inovador pode elevar eficácia de probióticos na produção pecuária russa
Quanto ao financiamento das parcelas das dívidas alongadas (securitização), previsto na Resolução 3.394/06, do Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco do Brasil ainda não emitiu um parecer definitivo.
A MP, na verdade, autoriza este refinanciamento, mas deixa a critério de cada instituição conceder o benefício, frisa Tomcyzk.
A resolução do CMN define condições para o financiamento das parcelas da dívida securitizada de 2005 e 2006, permitindo aos bancos utilizarem recursos das exigibilidades bancárias, com taxas de juros de 8,75% ao ano e prazo para pagamento de até cinco anos.
O financiamento é uma alternativa que depende de negociação direta entre o produtor e o banco, daí a dúvida de que a medida será mesmo implementada pelo BB. Em princípio, segundo avaliação da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o banco não teria interesse em assumir esse risco, uma vez que os produtores já estariam com sua capacidade de liquidez esgotada e sem condições de oferecer novas garantias.
No total, são 67 mil contratos aguardando o financiamento das parcelas da secutirização.





















