Ainda que tenha sido “pobre” em surpresas, o documento sobre oferta e demanda de grãos no país e no mundo na safra 2008/09 foi o principal responsável pela alta dos preços dos grãos na sexta-feira no mercado internacional.
Relatório do USDA impulsiona grãos
Redação (14/07/2008)- Em relação às estimativas divulgadas pelo órgão em junho, os ajustes que chamaram mais a atenção dos analistas foram no quadro americano de milho. O USDA elevou em 11,5% a projeção para os estoques iniciais do grão no país, para 40,58 milhões de toneladas, reduziu a produção em 0,2%, para 297,57 milhões de toneladas, e ampliou os estoques finais em 23,8%, para 21,15 milhões de toneladas.
Apesar dos incrementos de estoques, na bolsa de Chicago prevaleceu o impacto da correção da produção – que agora será 10,4% menor que em 2007/08 – , provocado pelas fortes chuvas e inundações do mês passado no Meio-Oeste, sobretudo em Iowa. Os contratos do grão com vencimento em setembro subiram 4,50 centavos de dólar e fecharam a US$ 6,91 por bushel.
A alta do milho foi determinante para a valorização do trigo, uma vez que quanto mais o "rival" sobe, mais o cereal ganha competitividade para a produção de rações, conforme traders consultados pela agência Bloomberg. Em Chicago, os futuros da commodity para entrega também em setembro encerraram o pregão a US$ 8,3075 por bushel, ganho de 12,75 centavos de dólar.
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Os novos números do relatório do USDA para o trigo não motivaram grandes movimentações. Para os EUA e para o mundo, o órgão revisou para cima suas projeções de estoques finais, que continuam acima dos resultados de 2007/08.
No mercado de soja, o USDA baixou as previsões para estoques iniciais, produção e estoques finais americanos, igualmente em virtude dos danos no Meio-Oeste. Ainda que os analistas já esperassem as quedas, segundo Renato Sayeg, da Tetras Corretora, as cotações do grão testaram novas máximas e os contratos futuros de segunda posição de entrega permaneceram acima dos US$ 16 por bushel. Essa posição, atualmente ocupada pelos papéis para agosto, fecharam a 16,1550 por bushel, um ganho de 15 cents.
Vinícius Ito, analista da Newedge baseado em Nova York, notou a influência da demanda chinesa por soja americana na alta registrada. De acordo com ele, o apetite dos asiáticos está relacionado às restrições argentinas às exportações, que também tem beneficiado o Brasil.





















