Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,77 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,59 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,66 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,13 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.175,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.087,75 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 148,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 160,76 / cx

Preço de suíno é recorde em SC

Na principal praça de produção, a região de Chapecó, no oeste do Estado, o quilo do suíno vivo bateu ontem R$ 2,79.

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Redação (22/07/2008)- Os preços do suíno vivo em Santa Catarina atingiram um novo patamar recorde, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri). Na principal praça de produção, a região de Chapecó, no oeste do Estado, o quilo do suíno vivo bateu ontem R$ 2,79, em média, para o produtor integrado à agroindústria. No caso do produtor independente, o preço alcançou R$ 2,90 o quilo. O cenário está mais aquecido no segmento após um período de preços deprimidos nos dois últimos anos.

Os preços atuais superam em mais de 100% as cotações de dois anos atrás. Em julho de 2006, o preço pago ao produtor integrado estava no seu pior patamar, em R$ 1,28. Já o produtor independente recebia R$ 1,20. Um ano depois, a média de preços apurada pela Epagri indicava uma melhora tímida: R$ 1,68 para integrados e R$ 1,58 para os independentes.

Júlio Rodigheri, analista do setor de carnes da Epagri, afirma que a situação atual é um reflexo das mudanças ocorridas a partir de 2006, depois do embargo russo ao produto brasileiro, que sacudiu a atividade. "Nos últimos dois anos, houve recuo na integração por parte das grandes empresas e alguns produtores também saíram da atividade", diz.

A alta da carne bovina também puxa os preços do suíno em um momento em que há crescimento da demanda pelo produto nos mercados internos e externos.

Há outros fatores favorecendo a atividade: melhora da renda das famílias brasileiras, incremento da demanda mundial por alimentos, abertura de um novo mercado para Santa Catarina, como é o caso do Chile, e possibilidades de aberturas de outros no futuro, como China e Estados Unidos. As exportações de suínos de SC já subiram 43% no primeiro semestre deste ano, atingindo US$ 197 milhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

"Existe uma ebulição no mercado. Tem suinocultor independente conseguindo hoje vender a até R$ 3,70 o quilo. É um novo ciclo de alta. Há produtores que não têm hoje animais para entrega imediata", destaca Wolmir de Souza, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).

O setor parece estar deixando para trás a crise, que começou no fim de 2005, depois que casos aftosa no Paraná e no Mato Grosso do Sul, levaram a Rússia – então o principal comprador de carne suína de SC – a embargar as importações. O embargo levou a um represamento de 100 mil animais, o que derrubou os preços e fez com que pelo menos 5% dos 12 mil produtores deixassem a atividade, segundo a ACCS. A Rússia não habilitou recentemente frigoríficos de SC para exportação de suínos, apesar de o embargo ao Estado oficialmente não existir mais. De qualquer forma, os catarinenses conseguiram diversificar seus mercados.

"Para o produtor, o mercado está ótimo. Na última semana, vendi o quilo a R$ 3,25, o melhor preço que consegui desde 2004", comemora o suinocultor Edilson Spironello, de São José do Cedro (SC). Segundo ele, as indústrias estão fazendo volumes para exportar. Todas as grandes empresas, diz, estão no mercado neste momento, mas seus integrados não têm oferta suficiente para atendê-las. Por isso, estão comprando também de produtores independentes.

São Paulo tem comprado bastante em Santa Catarina, de acordo com os produtores. "É o melhor momento da atividade desde 2004. Hoje, o produtor tem conseguido lucro, mesmo com a alta dos grãos . Só que a situação dos grãos ainda preocupa porque não sabemos como será no futuro", diz Spironello.

Ricardo Gouvêa, diretor-executivo do Sindicarnes-SC, sindicato que representa as agroindústrias do Estado, afirma que frigoríficos paulistas estão puxando os preços para cima em Santa Catarina. Ele afirma que algumas empresas de São Paulo assediam até produtores integrados de agroindústrias catarinenses, que, por contrato, devem vender fornecer suínos exclusivamente a elas. "Alguns produtores estão rompendo contratos pelo preço que esses frigoríficos estão oferecendo, mas esquecem que eles os abandonam quando o mercado fica difícil", reclama.

Tradicionalmente, São Paulo, que não é auto-suficiente em carne suína, compra de Santa Catarina, Paraná e do Centro-Oeste, explica Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). Segundo ele, normalmente há maior demanda nesta época do ano. Além disso, este ano, houve venda antecipada de animais – com peso menor – em São Paulo, o que eleva a procura em outros Estados.

O mercado paulista de suínos também está aquecido, com o quilo vivo entre R$ 3,60 e R$ 3,73. No começo do ano, estava entre R$ 2,83 e R$ 2,88 o quilo, diz a APCS.

Segundo Gouvêa, o aumento de preços do suíno vivo preocupa as agroindústrias porque há dificuldade de repasse na mesma proporção para o varejo por conta da forte concorrência. "A indústria já está com custo alto, e o preço do suíno no comércio não vem sofrendo reajuste no mesmo patamar que no campo. Isso acaba estrangulando a margem", diz ele, acrescentando que o real valorizado dificulta as exportações.

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