Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 201,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.107,94 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 198,59 / cx

Setor de Alimentação Animal enfrenta desafios

Sindirações prevê um período de readaptação do setor, que agora enfrenta o fim da era do alimento barato.

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Redação (26/05/2008)- A especulação no mercado financeiro, a crise na oferta de insumos e o crescimento mundial tem se tornado desafios importantes para o setor de alimentação animal. Acostumado com um cenário estável até meados de 2007, o empresariado se surpreendeu com um novo panorama a partir do segundo semestre do ano passado. O Sindicato Nacional das Indústrias de Alimentação Animal (SINDIRAÇÕES) prevê um período de readaptação do setor, que agora enfrenta o fim da era do alimento barato.
De acordo com o diretor executivo do Sindirações, Ariovaldo Zanni, é preciso repensar a cadeia de suprimentos no modelo contemporâneo. “Enfrentamos problemas como a queda nos estoques globais de grãos, crescimento econômico e populacional em todo o mundo, escassez de terra e água, competição dos grãos com o etanol e o forte impacto das alterações climáticas. Isso sem contar a especulação financeira, que tem afetado fortemente o setor”, afirma.
Zanni expõe dados de que investidores têm dirigido boa parte do seu portfólio ao segmento de commodities agrícola e o interesse nesses papéis cresceu quase 1000% nos últimos 5 anos. Ele destaca também o descompasso na oferta e demanda de fertilizantes e fosfatos, gerada pela falta de investimentos e avanço da atividade agropecuária, situação que só começará a se reverter em 3 ou 4 anos. Até lá, os índices de produtividade da agricultura podem ser comprometidos e os preços das commodities agrícolas se manterão altos.
No caso brasileiro, o diretor executivo do Sindirações destaca que o país não tem aumentado o volume de exportações, situação que tem sido “compensada” pela valorização dos preços das commodities agrícolas. O resultado é que a balança comercial apresenta saldo positivo, muito mais alavancado pelo preço do que pela quantidade.
“Além disso, o mercado de alimentação animal é bastante dependente do suprimento externo. Por isso há necessidade de um plano de desenvolvimento da produção de insumos nutricionais em território nacional, proposta encaminhada pelo Sindirações ao Ministério da Indústria e Comércio”, explica.
Durante o ano de 2007, o setor importou mais de 800 milhões de dólares em vitaminas, aminoácidos e outros aditivos e produziu cerca de 54 milhões de toneladas de ração. Em 2008, a produção será de 59 milhões de toneladas de ração e mais de 2 milhões de toneladas de suplementos minerais para pecuária de corte, o que movimentará mais de 1,2 bilhões de dólares em importações.
“Tamanha movimentação exige agilidade no fechamento de contratos e rápida autorização de embarques, conforme a moderna dinâmica logística, uma vez que o Brasil compete em um ambiente contemporâneo caracterizado pela escassez e profunda competição global”, afirma Zanni. 
“Já conseguimos dar o primeiro passo, que foi a aprovação da Linha Verde, procedimento que tornou mais rápido o desembaraço aduaneiro de algumas mercadorias. Porém, ainda temos muito a fazer pela desburocratização, principalmente a adoção da informatização integral do processo e racionalização de documentos”, diz.
O Brasil enfrenta outros desafios, como a resistência ainda imposta por alguns órgãos do Governo aos eventos geneticamente melhorados do milho e a falta de isonomia tributária aos insumos pecuários que são onerados pelo PIS/COFINS, diferentemente dos insumos agrícolas.
Todavia, o setor tem lançado mão das ações alternativas a fim de conviver com o novo patamar de custo do milho, farelo de soja, aditivos, e crescer mais de 10% novamente em 2008.  A estimativa é mobilizar quase 20 bilhões de dólares em matérias-primas, contra os 13 bilhões de dólares do ano passado, influência do crescimento orgânico da produção, do aumento real dos preços dos ingredientes e da desvalorização do dólar americano.

MAPA e Sindirações discutem desburocratização
No dia 11 de agosto, o Diretor Executivo do Sindirações, Ariovaldo Zanni, acompanhado do Presidente Mario Sergio Cutait, estiveram reunidos com o Secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Dr. Célio Porto. Na reunião, foram discutidos o possível destravamento burocrático, que tem como objetivo agilizar as importações para o Brasil e fomentar as exportações de alimentos para animais. Além disso, foi detalhado o estudo de viabilidade para atração de fabricas de aditivos alimentares para o Brasil. Nas próximas semanas, a reunião entre o Sindirações e o MAPA acontece novamente, em Brasília. 
 
Encontro debate desenvolvimento da cadeia de nutrição animal 
O Sindirações tomou a iniciativa e organizou no ultimo dia 13 de agosto, no Departamento do Agronegócio da FIESP, o Encontro de Interlocutores da Cadeia de Produção de Proteína Animal. Dentre outros assuntos o grupo compartilhou informações sobre o atual nível de desenvolvimento da produção animal brasileira e os esforços históricos para atingir este patamar, permitindo a hegemonia do país na pauta de exportações mundiais de carne.
O grupo de discussão, reforçado agora por grandes agroindústrias integradoras (SINDAN, ABCS, ABIEC e ABIPECS), dará continuidade aos trabalhos no próximo dia 27 de agosto, em São Paulo. Entre os principais focos de avaliação, estão os agentes antimicrobianos, o status atual do setor e regulamentação pertinente e vigente.
 
FEED LATINA é registrada oficialmente  
O Sindirações comemorou, na última semana, o registro oficial da FEED LATINA – Associação das Indústrias de Alimentação Animal da America Latina e Caribe – da qual faz parte. No próximo dia 27 de agosto, os executivos do Sindirações têm encontro marcado com o Diretor da FAO Regional, Sr. Tito Diaz, na sede da FEED LATINA em Santiago do Chile. O objetivo é promover uma agenda positiva e convergente entre os empreendedores latinos e o órgão da ONU.
 
Sindirações pede melhorias na Linha Verde 
O Sindirações encaminhou à Secretaria de Comércio Exterior documento solicitando criação de novas posições tarifárias no Capitulo 23 da TEC. O objetivo é permitir maior acuidade de informações estatísticas e inclusão de novos itens na lista LINHA VERDE da Instrução Normativa no. 40.
O tema é complexo, pois não depende apenas de aprovação do Governo Brasileiro e deve ser avaliado no âmbito do MERCOSUL. A oportunidade é propícia, já que o Brasil passa a encabeçar o bloco.
 
Sindirações propõe simplificação de importações
O Sindirações tem trabalhado numa proposta para simplificação do processo de importação de mercadorias e informatização na tomada de documentos. A proposta será discutida oportunamente com os órgãos oficiais competentes (Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comercio, Receita Federal e Secretaria de Comércio Exterior). Considerando o atual cenário global competitivo e de escassa disponibilidade, é necessário agilizar a concessão de autorização para fechamento de contratos com fornecedores externos.

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Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,37
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