Segundo o ministro, o segmento de bovinos é o que está enfrentando a maior dificuldade nos últimos tempos.
Stephanes diz que o agronegócio está dentro da normalidade
Redação (02/04/2009) – Apesar da agropecuária brasileira estar abalada com a atual conjuntura econômica, no qual segmentos como o da pecuária de corte, vem enfrentando graves abalos, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, afirmou que o setor do agronegócio ainda mantém-se em certa normalidade. Segundo ele, o segmento de bovinos é o que está enfrentando a maior dificuldade nos últimos tempos, porém, com apenas três Estados afetados: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
"Nos outros Estados, o problema foi contornado com a abertura de novas empresas, que substituíram as que fecharam", explicou. Ele acrescenta que, enquanto a pecuária de corte enfrenta os obstáculos, a exportação de suínos registrou alta no primeiro trimestre de 2009, se comparado ao mesmo período de 2008, e o frango teve redução de 5% nas vendas para o mercado externo, mas com perspectivas de voltar retomar a comercialização com a abertura do mercado chinês.
Reinhold Stephanes foi um dos palestrantes da Tecnoshow Comigo 2009, feira tecnológica e de negócios, que será realizada até sábado (4), em Rio Verde. Com o tema "Legislação Ambiental", o ministro, em entrevista coletiva, comentou que ninguém é multado por ser agente poluidor de rios que passam dentro das cidades, como o Rio Tiete, por exemplo. "O agricultor é um ecologista, pois é do meio ambiente que ele tira o próprio sustento." Por outro lado, ele afirma que se a Legislação Ambiental for aplicada conforme está previsto, 1 milhão de produtores terão que deixar o campo.
Para o ministro, as causas dos fechamentos dos frigoríficos são de conhecimento. Segundo ele, a visão do ministério é de que o produtor tem matéria-prima para oferecer, há mercado, porém os problemas financeiros que assolaram as indústrias fez a diferença. "Eles não esperavam a crise, que elevou o valor do dólar perante o real e consequentemente todos os créditos que deveriam ser pagos na moeda americana deveriam ser feitas com o valor do dia, e não mais com o valor negociado", esclarece.
Quanto ao seguro rural, Stephanes observou que "o modelo não é adequado. Precisamos de seguros que garantam o preço e cubram efeitos das condições climáticas", enfatizou.





















