A troca de experiência sobre as tendências do mercado do agronegócio e seus reflexos econômicos foi discutido durante o Dia de Campo Embrapa.
Famato fala sobre impactos econômicos na produção
Redação (03/04/2009) – Discutir as futuras tendências do mercado de commodities, os reflexos da crise financeira internacional que tem acarretado sérios impactos econômicos em vários segmentos da produção, inclusive do agronegócio, gerando dúvida e inseguranças por parte do segmento. “O mercado como um todo tem apresentado, nos últimos tempos, um cenário de incerteza. Nada mais que oportuno falar sobre este assunto e traçarmos novas diretrizes para encarar este mercado”, enfatizou Luciano Gonçalves, gerente do Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
A troca de experiência sobre as tendências do mercado do agronegócio e seus reflexos econômicos foi discutido durante o Dia de Campo Embrapa – “Cultivo de arroz de terras altas em áreas velhas”, realizada esta semana em Sinop (500 km de Cuiabá). O encontrou reuniu mais de 150 pessoas entre acadêmicos, produtores e pesquisadores.
O aumento da produtividade sem a abertura de novas áreas é uma das premissas que a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), vem defendendo. “Temos que esclarecer que o aumento da produtividade precisa atender aspectos quantitativos e qualitativos”, destacou Luciano. Na maioria das vezes, pensamos que quanto mais (quantitativo) volume da produção, melhor é, porém precisamos levar em consideração a otimização do uso dos insumos, a melhor época de compra, a melhor gestão dos recursos e da tecnologia é imprescindível.
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“Hoje o conceito da produção está atrelada a sustentabilidade. Isso significa a tendência de se investir em tecnologias que melhorem o rendimento da pastagem, a qualidade do grão plantado e também, buscar a alternativa da integração Lavoura-Pecuaria e Silvicultura”, destacou.
Um fato que chamou a atenção do gerente técnico da Famato, durante o dia de Campo, foi o perfil dos futuros profissionais da agricultura. O perfil dos jovens de hoje, com visão mais arrojada sobre as questões climáticas e ambientais, vão marcar a história do setor. “Acredito que em poucos anos, teremos no agronegócio muitos profissionais jovens com espírito empreendedor”, analisou Luciano.
O Dia de Campo da Embrapa teve o foco voltado a validação de tecnologias visando a sustentabilidade do arroz de terras altas da região norte do Estado. O evento foi dividido em cinco estações, em que os visitantes tiveram acesso a informações de interesse de produtores e industriais que compõem a cadeia produtiva do arroz.
Arroz
A colheita da safra mato-grossense de arroz e o conseqüente aumento do produto no mercado influenciaram diretamente o preço da saca no Estado. A média tem variado a partir dos R$30 nas diferentes cidades. Ontem, segundo Safras & Mercado, em Sinop os índices eram superiores aos R$33. O arroz Cambará, na semana oscila entre R$30 a 32.
Em Mato Grosso, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram plantados 264,7 mil hectares de arroz nesta safra, total 10,4% ao ano passado. A estatal estima ser alcançada produtividade de 2.949 kg/ha, 3,5% maior ao ano anterior.
Se os cálculos se confirmarem a produção (em mil toneladas), pode chegar a 780,6.





















