Diagnóstico defende necessidade de modernização de Ceasas. Combate ao desperdício e normas sanitárias devem ser observados.
Qualidade e modernização
A necessidade de modernização dos mercados atacadistas foi uma das conclusões do estudo “Diagnóstico dos Mercados Atacadistas de Hortigranjeiros”, lançado nesta quarta-feira (2) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O trabalho, resultado de pesquisa realizada, nos últimos 15 meses, com 62 centrais de abastecimento do País (Ceasas), apontou ainda o combate ao desperdício e a aplicação correta das normas sanitárias como fatores que precisam ser observados pelas centrais.
Segundo o gerente do Programa Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), Newton Araújo, uma vez dimensionadas estaticamente essas falhas, será possível priorizar as soluções mais urgentes. “É o caso, por exemplo, do processo de classificação, embalagem, transporte, acondicionamento, manipulação e rastreabilidade dos produtos que circulam nas unidades”, completa.
O coordenador do estudo e consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Altivo Cunha, diz que uma das alternativas para enfrentar essas dificuldades é a criação de um acordo de cooperação entre instituições nacionais e estrangeiras para intercâmbio de informações técnicas.”Essa parceria seria importante para amadurecermos e avaliarmos questões como práticas ambientais, bancos de alimentos, assistência técnica e capacitação dos agentes e operadores do setor”, defende.
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Números – Para ter ideia da dimensão e da atual potencialidade do Sistema Brasileiro de Mercados Atacadistas, que reúne todas as 72 Ceasas do país, só em 2007 foram comercializadas 15,5 milhão de toneladas de frutas, legumes e verduras, o que representou um faturamento em vendas da ordem de U$ 9,9 bilhões.





















