Previsão da indústria suinícola do Rio Grande do Sul indica alta no preço do pernil. Procura pelo corte será maior, diz Sips.
Pernil suíno mais caro

O Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul (Sips), prevê um incremento de 10% a 15% na demanda por cortes suínos com as festividades de final de ano.
Conforme o diretor executivo da entidade, Rogério Kerber, a procura por carne suína tende a aumentar, mas não para todos os tipos de cortes, uma vez que a demanda por produtos suínos tem características de sazonalidade.
O carro-chefe de mercado nos últimos três meses do ano é o pernil, nas suas duas formas (pernil carne e pernil via tender) e o lombo, explica o dirigente. Observa que as festividades, no final de dezembro, já emendam com o verão, quando a demanda se mostra mais aquecida na área de presuntaria, diante da preferência do consumidor por lanches e refeições mais rápidas em função do período de férias. Já no inverno, a demanda é mais significativa para produtos salgados e defumados.
Kerber enfatiza que talvez o SIPS seja forçado a rever suas previsões de incremento de demanda para os meses de outubro, novembro e dezembro, mas sustenta posições mais firmes no que se refere a preços. Embora evite projeções para o último trimestre, o dirigente antecipa que o tradicional pernil e lombo suíno devem chegar mais caros à mesa do consumidor em dezembro, como decorrência da alta dos custos de produção.
“O custo de produção vem aumentando desde 2009, com reflexos nos mais diversos itens, entre os quais insumos, embalagens e logística. Nos últimos 60 dias, por exemplo, subiu o custo do insumo básico, que é o milho, e não há como não incorporar essas reposições ao produto, avalia o diretor executivo do Sips.
Cálculos de SAFRAS & Mercado mostram que a arroba do suíno fechou o mês de setembro cotada a R$ 60,00 em São Paulo, a prazo, alta de 7,38% na comparação com o patamar de abertura, de R$ 55,57 (01/09). No Rio Grande do Sul, o quilo vivo do suíno foi comercializado a R$ 2,20 na integração e a R$ 2,60 no mercado independente, contra patamares de R$ 2,10 e de R$ 2,51 de abertura do mês. Em Santa Catarina, setembro fechou com preços de R$ 2,25 e de R$ 2,65 quilo, na integração e no mercado independente respectivamente, ante patamares de R$ 2,20 e de R$ 2,60 de início do mês.
A alta de preço do suíno repercutiu no atacado. O pernil encerrou setembro cotado a R$ 5,60 quilo em São Paulo, R$ 0,50 acima do patamar de R$ 5,10 de abertura do mês.
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