Em outubro, a geração solar excedente (não consumida nas unidades e injetada na rede da Copel) alcançou 225 megawatts-hora (Mwh), o suficiente para suprir de energia 1.300 residências
Geração de energia solar cresce 600% no Paraná em um ano

Embora ainda incipiente, a geração de energia solar começa a surpreender no Paraná. Entre novembro de 2015 e novembro deste ano o número de ligações de geradores solares à rede da Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou uma verdadeira explosão, crescendo 600% no período e saltando de 100 para exatos 700 pontos. Em outubro, a geração solar excedente (não consumida nas unidades e injetada na rede da Copel) alcançou 225 megawatts-hora (Mwh), o suficiente para suprir de energia 1.300 residências.
De acordo com André Zeni, gerente de atendimento de acessantes de geração distribuída da Copel Distribuição, dois fatores explicam a alta na geração de energia solar no país — o encarecimento do preço da energia, que ao longo dos últimos anos sofreu seguidos reajustes, e o barateamento da tecnologia e do custo de instalação de sistemas fotovoltaicos.
“Temos algumas suspeitas (sobre o que levou ao crescimento de 600%). A principal é o preço da energia que subiu, incentivando a população a empreender e buscar soluções alternativas, já que esse investimento, que era de longo-prazo, passou a ser de médio-prazo”, afirma Zeni. “Outro fator é a tecnologia. Hoje temos mais fabricantes e, com essa disseminação da tecnologia, temos um aumento nesse tipo de instalação nas residências do Paraná”, complementa.
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Gerson Tiepolo, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e especialista em energia solar, aponta ainda um terceiro motivo para a expansão dos geradores de energia fotovoltaicos: a ótima capacidade do Paraná para produzir energia solar. Para se ter noção, o potencial médio do Estado é 58,7% superior à da Alemanha, segunda maior produtora de energia solar do mundo, atrás apenas do Japão.
“Começa-se a ter o entendimento de que o Paraná tem um potencial elevado, e inúmeras pesquisas realizadas pela UTFPR mostram isso. Até então havia um desconhecimento sobre o potencial de energia no estado, um potencial em torno de 59% superior ao potencial da Alemanha e superior a praticamente todos os países da comunidade europeia”, argumenta o especialista.
Apesar dos avanços, contudo, ainda há muito o que se melhorar. Prova disso é que o Paraná é um dos únicos estados que ainda cobra ICMS no modelo de compensação de energia. Dos 26 estados mais o Distrito Federal, apenas seis ainda não fizeram a isenção do imposto, que possui uma taxação elevada no estado, de 29%.
“Esses 29% sobre a energia que estou compensando acaba prejudicando meu prazo de retorno, que acaba sendo maior do que podeira ser”, explica Tiepolo. “Já existem várias conversas e até projeto de lei para obrigar essa isenção. Com ela, acredito que tenhamos um impulso ainda maior na disseminação dessa fonte no Paraná”, finaliza o especialista.





















