Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,54 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,10 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,04 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,07 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 197,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.289,02 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,38 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,45 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 175,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,48 / cx
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Economia

Eficiência energética precisa de políticas públicas para crescer, afirma Abesco

Envelhecimento do parque industrial brasileiro tem levado país a usar mais energia para a produção de mesmo volume de produtos e serviços que no passado

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Eficiência energética precisa de políticas públicas para crescer, afirma Abesco

A eficiência energética depende mais de políticas públicas do que o desenvolvimento da tecnologia. Essa é a opinião do presidente da Abesco, Alexandre Moana. Segundo ele, é necessário existir a obrigatoriedade de metas para que essa modalidade de “geração de energia” possa realmente decolar no país. Segundo o executivo, que participou de um workshop promovido nesta terça-feira, 10 de abril, pela Comerc Esco, faltam mecanismos para incentivar a eficiência energética no país. A tecnologia existe e sua mutação é contínua, e isto não é um problema para o crescimento das ações do segmento que representa.

Ainda hoje, comentou ele, investimentos nesse segmento são vistos como gastos e não como medidas de economia de energia e redução de custos. Mas, contou, o efetivo uso da eficiência energética como ferramenta de redução de custos existe em diversos países do mundo.

Moana lembrou das características que a eficiência energética apresenta como ser a energia mais limpa e barata porque não depende de investimentos altos e evita aportes em novas usinas. O valor estimado para eficiência está em cerca de US$ 31/MWh cerca de um quarto do gasto com energia nova.

“Ao redor do mundo vemos o crescimento de países que adotam políticas para o aumento de eficiência energética. E essas medidas vêm atreladas a uma palavra ‘obrigatoriedade’, sem isso essas ações não aconteceriam em algumas partes do mundo que hoje apresentam avanço nessa área”, comentou.

Segundo dados apresentados pela entidade, apenas 32% do mundo tem alguma política para incentivar a eficiência energética. Portanto, 68% não possuem nenhuma ação voltada a esses investimentos e o Brasil está incluído nesse grupo maior. Por aqui, avaliou, existem oportunidades, mas sem essa obrigatoriedade que as políticas em outras regiões impõe.

Uma das possíveis forma de viabilizar a eficiência energética no país, continuou ele, pode se dar pela reforma do setor elétrico que estava em discussão durante a última gestão à frente do MME. O executivo destacou que a continuidade de ações pró mercado podem ser uma sinalização positiva para o mercado. Mas, mesmo assim, Moana salientou que a obrigatoriedade de metas é algo imprescindível para o Brasil conseguir fazer com que a eficiência energética realmente entre na agenda.

Segundo a Abesco, a receita de sucesso para a eficiência energética no Brasil passa ainda pela necessidade de uma forma de medição e verificação adaptada à realidade nacional com programas de etiquetagem de unidades consumidoras, assim como já existem com aparelhos elétricos e até veículos automotores.

Marcel Haratz, presidente da Comerc Esco, ressaltou ainda que o Brasil assumiu compromissos na COP 21 de Paris em melhorar a eficiência energética em 10%. Contudo, o país vem apresentando aumento na intensidade de energia primária. Ou seja, está gastando mais recursos para produzir o mesmo produto ou serviço que no ano anterior e essa curva de crescimento é vista desde o ano de 2013 a 2016. Nesse período o crescimento médio foi de cerca de 2%. A comparação fica mais negativa para o Brasil quando se compara os dados de outros países nesse mesmo período. No Japão fica na casa de redução de mais de 2% e na China está 4% menor. A média mundial é de redução de 2% no uso de energia. Os dados são da Agência Internacional de Energia.

A explicação para esse fenômeno vem do fato de que a idade média de máquinas e equipamentos no Brasil está em 17 anos enquanto, por exemplo, na Alemanha que é o benchmark em eficiência energética, é de apenas cinco anos. Com o aumento da idade média é natural que vejamos a redução da produtividade e da competitividade. Outro dado que explica a perda da competitividade em eficiência energética é o gasto per capita com essas ações, por aqui é de US$ 3,29 o que coloca o país em 13o lugar do ranking enquanto a primeira é a Alemanha, com US$ 318,49.

Os maiores potenciais de eficientização para 2050 estão no segmento de transportes com 44% e na indústria com 41%, segundo dados da EPE em um estudo de demanda de energia de janeiro de 2016.

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  • Milho - Indicador
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    R$ 127,91
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