Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Mercado

Produção de frango está sob pressão de custos e ameaça de veto europeu

Setor adota cautela diante da decisão da União Europeia de suspender importações de aves a partir de 3 de setembro

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Produção de frango está sob pressão de custos e ameaça de veto europeu

A indústria avícola de carne de frango do Rio Grande do Sul estuda adotar uma postura de cautela e desacelerar o ritmo de produção e processamento nas próximas semanas. A medida, que acompanha movimento semelhante anunciado recentemente pelo setor de ovos, reflete a necessidade de adequação das empresas gaúchas diante de um cenário de custos elevados, consumo interno fragilizado e o risco real de suspensão dos embarques para a União Europeia (UE) a partir de setembro.

O cenário de exportações ganhou contornos complexos após a União Europeia oficializar a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco. A medida tem como justificativa técnica exigências sobre o controle e rastreabilidade do uso de antimicrobianos na pecuária nacional.

Embora o anúncio tenha gerado forte preocupação no setor privado, as exportações não foram interrompidas de imediato. O comércio segue ativo e os embarques de carne de frango continuam normalmente até o dia 3 de setembro de 2026, data em que a restrição entra em vigor.

Até lá, o governo brasileiro e entidades como a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) trabalham de forma diplomática para enviar informações adicionais à Comissão Europeia e tentar reverter a exclusão. Caso o veto se confirme em setembro, o impacto para o Rio Grande do Sul será expressivo, uma vez que o mercado europeu representa cerca de 10% dos embarques de carne de frango do estado.

Consumo doméstico pressionado por dívidas e “bets”

No mercado interno, as indústrias enfrentam dificuldades para repassar custos devido ao comportamento mais cauteloso do consumidor brasileiro. De acordo com lideranças do setor, a renda das famílias segue pressionada pelo elevado nível de endividamento.

Soma-se a isso o crescimento acelerado das apostas online (bets) no país que, segundo dados de mercado, têm drenado uma parcela significativa do orçamento familiar, diminuindo o poder de compra voltado para o consumo de proteínas no varejo alimentício.

Custos de produção sob pressão global e juros altos

A necessidade de ajustar a oferta de carne de frango ao ritmo atual de demanda também é impulsionada pela persistência de custos elevados ao longo da cadeia produtiva:

  • Tensões no Oriente Médio: O recrudescimento dos conflitos geopolíticos voltou a pressionar as cotações internacionais do petróleo, impactando diretamente o frete e encarecendo insumos petroquímicos essenciais para a fabricação de embalagens e plásticos na indústria frigorífica.

  • Custo do dinheiro: A manutenção das taxas de juros em patamares elevados continua encarecendo o crédito e o capital de giro para produtores e indústrias.

Ajuste estratégico para garantir margens

Diante desse tabuleiro de incertezas, a desaceleração temporária na produção de carne de frango no Rio Grande do Sul é vista pelos agentes como um mecanismo de defesa essencial. O objetivo é evitar a formação de estoques excessivos que pudessem colapsar os preços internos do frango, garantindo a saúde financeira das empresas até que haja maior clareza sobre o rumo das exportações e a estabilização da conjuntura econômica.

Da Redação

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