Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Mercado

Oferta interna de frango cresce 9% e trava preços apesar de alta na exportação

Excesso de disponibilidade no mercado doméstico limita repasses, mas queda da soja em Chicago traz alívio para os custos de formulação de raçã

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Oferta interna de frango cresce 9% e trava preços apesar de alta na exportação

A oferta de carne de frango no mercado interno brasileiro registrou um aumento de 9%, fator que tem limitado a valorização dos preços da proteína nas gôndolas e no atacado. Esse cenário de pressão sobre as cotações domésticas ocorre a despeito do forte ritmo dos embarques internacionais, com as exportações do setor apresentando um crescimento expressivo de 17,1% em relação aos volumes registrados no mesmo período de 2025. A dificuldade de repasse de preços no mercado local espreme as margens dos produtores independentes e das agroindústrias.

Para equilibrar as margens pressionadas pela estagnação dos preços de venda, o setor produtivo encontra alívio no lado dos custos de nutrição. Os contratos futuros da soja registraram queda na Bolsa de Chicago, movimento impulsionado pela desvalorização do farelo e pelo avanço acelerado da colheita nos Estados Unidos. Essa retração nas cotações internacionais da oleaginosa reduz diretamente os custos de formulação de ração para a avicultura e suinocultura, compensando parcialmente a dificuldade de repasse no preço final da carne ao consumidor brasileiro.

Em movimento distinto dentro do mercado de proteínas, a aquicultura sinaliza uma virada de ciclo. O mercado brasileiro de tilápia projeta uma recuperação nos preços pagos ao produtor nos próximos meses, após enfrentar fortes oscilações ao longo do primeiro semestre. O setor foi duramente pressionado pela queda sazonal do consumo e pelo avanço das importações, mas a expectativa atual aponta para uma melhora nas margens operacionais dos piscicultores com o reaquecimento da demanda no varejo e a adequação da oferta interna.

No segmento de bovinos, o cenário de custos de exportação sofreu um revés significativo. A China elevou a tarifa de importação sobre a carne bovina brasileira para 67% após o esgotamento da cota de exportação. A medida tributária impacta imediatamente a competitividade dos frigoríficos nacionais no principal mercado asiático, forçando uma reavaliação das margens de exportação para o último trimestre e exigindo reprecificação dos contratos futuros. A taxação adicional reduz o prêmio pago pela carne brasileira e pode redirecionar volumes para o mercado interno, pressionando as cotações do boi gordo nas principais praças pecuárias do país.

 

Da Redação

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